17 março 2016

Carta para mim mesmo - e meus filhos e os filhos de meus filhos

© Alessandro Loiola



 
Espero que quando você decidir voar, voe sem medo de cair. Que você viaje, que corra e ria até perder o fôlego, que ganhe calos, que desligue a TV e gaste seus tênis caminhando pelas estradas retas e as tortuosas com o mesmo encantamento. Que quando a maré subir, você esteja lá, remando nas correntes. Que veja o céu, que encontre amigos e paz em toda parte - e principalmente dentro de si.

Espero que você ame tanto, tanto, tanto!, até doer. E que receba a dor sem sofrimento. Que esprema até o último segundo de cada minuto que o mundo lhe oferecer, e que para cada arranhão, machucado e cicatriz você adicione algo de valor aos seus dias.

Espero que você leia bons livros, que escreva um diário e curta suas músicas todas as vezes que quiser. Que você explore, confie, apaixone-se e se decepcione. Que insista, que erre muito - e acerte pelo menos na mesma quantidade -, que faça tudo intenso ao seu modo, mas apenas um pouco melhor na vez seguinte.

Espero que cada manhã seja um presente. Que você saiba que escolheu estar ali - e tem muita sorte por isso! -, e que dê tudo de si, sempre. Espero que você compreenda sua natureza, que encontre seus propósitos, e quando chegar a hora de o Sol se por no seu horizonte, espero que você erga sua taça em um brinde e descubra que tudo, absolutamente tudo, sempre valeu à pena.

Um comentário:

carlos augusto palotte disse...

Carta para o mundo