11 abril 2018

QUANTO O BRASIL DEVERIA ESTAR INVESTINDO NA SAÚDE PÚBLICA?

De acordo com o World Bank, os 15 países mais democráticos do mundo investem 10,0% de seu PIB em saúde - o equivalente a uma média de US$ 4.803 per capta por ano. Por aqui, investimos anualmente 8,3% do nosso PIB em saúde - o equivalente a US$ 830 per capta por ano.

Como o Brasil recolhe em impostos o equivalente a 34% do PIB e os 15 Países mais Democráticos, 38,7%, se fôssemos respeitar a equivalência relativa ao porcentual da carga tributária sobre o PIB e número de pessoas na população, o montante brasileiro investido em saúde deveria ser de US$ 4.178 per capta por ano – ou 5 vezes o repasse atual.

Todavia, pode-se argumentar que nem todos os 15 Países Mais Democráticos ostentam sistemas públicos universais de saúde semelhantes ao nosso SUS: apenas Noruega, Islândia, Suécia, Canadá, Finlândia e Reino Unido possuem sistemas 100% públicos e 100% financiados pelo Estado - os demais adotam regimes mistos, com divisão do financiamento entre o Estado e o cidadão. Se restringirmos a lista apenas a estes seis países, encontramos um PIB anual médio de US$ 902 bilhões, uma carga tributária média de 41% sobre o PIB, e um investimento médio de 9,95% do PIB em saúde  - equivalentes a US$ 4.784 per capta por ano. Mesmo apertando a laranja, o suco continua amargo para o nosso lado.

“Ah, mas estas comparações não valem pois estes países não são tão populosos quanto o Brasil e...”. Certo. Por uma questão de honestidade Moral, vamos fazer outro cálculo: os 15 países mais democráticos do mundo possuem um PIB per capta anual médio de US$ 53.806. O Brasil está na casa dos US$ 13.670. Apesar de nosso PIB per capta anual ser três vezes menor que a média dos 15 países mais democráticos do mundo, ainda assim investimos pouco em saúde: seguindo a regra da proporcionalidade, se países com PIBs per capta de US$ 53.806 são capazes de investir US$ 4.803 em saúde per capta por ano, o Brasil, com um PIB per capta anual de US$ 13.670, deveria estar investindo US$ 1.220 em saúde per capta por ano – ou quase o dobro do que investe atualmente.


De onde quer que se olhe, a matemática aponta para uma mesma direção: nosso Estado não sofre de um problema de financiamento. Ele padece, sim, de uma moléstia endêmica de péssimo gerenciamento político.

10 abril 2018

A MORALIDADE DOS IMPOSTOS

Eu costumava afirmar tacitamente que “imposto é roubo” por considerar a cobrança de impostos uma imoralidade injustificável. Entretanto, refletindo com um pouco mais de maturidade e Razão, percebi que existe uma grande diferença entre dizer que algo é “Moralmente errado” e que algo é “Improdutivo”.

Quando você diz “sexo fora do casamento é errado”, ou “sexo é sujo”, ou “é errado gostar de pornografia”, você não está enunciando fatos lógicos e objetivos, mas recitando princípios Morais de cunho religioso. Nenhuma dessas atividades é intrinsecamente “Improdutiva”. Elas apenas são o que são.

Neste sentido, cobrar impostos é um roubo tanto quanto sexo é um pecado: impostos são uma maneira de a sociedade financiar o Estado que ela mesma engendrou para cuidar de assuntos que ou estão acima da capacidade resolutiva de um único indivíduo isoladamente ou lhe são simplesmente desinteressantes - você quer mesmo assumir a manutenção mecânica dos caminhões de lixo, determinar a escala de plantão do hospital local, asfaltar ruas, organizar o trânsito e desenvolver todo o material escolar de seu município, entre outras milhares de tarefas?

Sim, em plena era da hiperconectividade sem fronteiras, qualquer um que defenda a persistência ou tencione louvar os méritos de um Estado gigante sustentado por impostos do mesmo tamanho é certamente um ingênuo, um lunático ou um canalha, e devia estudar mais sobre Alvin Toffler. Todavia, a raiz do nosso problema não está na defesa da Liberdade ou no questionamento da legitimidade da cobrança de impostos, mas no modo como eles retornam à sociedade.

Em primeiro lugar, não existe Liberdade dentro de um sistema Político - seja ele democrático ou não. Qualquer regime nasce da concordância coletiva em limitar certas Liberdades em nome de segurança, controle, estabilidade e prosperidade. Uma vez cerceada por seja qual for o motivo, qualquer autodeterminação deixa de ser Liberdade autônoma e necessita ser financiada de alguma maneira.

Em segundo lugar, os direitos e as ideias de justiça que aceitamos para estabelecer o convívio em sociedade baseiam-se na premissa de que cada um de nós precisa ser protegido da ganância dos outros seres humanos que ameaçam nossa segurança – esses direitos e ideias, portanto, são conceitos de tutela. Novamente, esta tutela possui custos. Se você vive em sociedade, por menores que sejam estes custos, eles sempre existirão – e quem irá arcar com eles?

No final das contas, o debate sobre impostos não trata de uma violação ilegítima da liberdade e da autonomia dos cidadãos, mas de um julgamento econômico sobre a Improdutividade Qualitativa do Governo. Qualquer julgamento Moral abordando impostos fora deste contexto é uma mera birra adolescente desvinculada do mundo prático.


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Extraído de Sobre a Natureza e a Crise da Moralidade, em edição.

CROWDFUNDING PARA 26 ESTÁTUAS DE OURO

Anote este nome: Cristiano Zanin Martins, e vamos construir uma estátua de ouro em cada capital brasileira louvando este verdadeiro Herói da Democracia!

Com 40 anos de idade e atuando no escritório Teixeira & Martins Advogados, Sr. Zanin tornou-se um dos principais defensores do Sr. Cefalópode.

Seu escritório recebeu R$ 68,2 milhões da Fecomércio entre 2012 e 2017, segundo dados levantados pela Receita Federal - valores que estão sendo investigados devido à possível relação escusa com custos pagos pela assessoria no processo do ex-presidente.

Montado nessa grana surreal, o Sr. Zanin engendrou proezas dignas de aplausos:

- Com suas brigas constantes com o Sr. Moro, conseguiu levar a contenda ao nível de uma perceptível briga de Egos, com desvantagens óbvias para o seu cliente.

- Auxiliou o Cefalópode a produzir provas contra si mesmo e ainda as anexou aos autos na forma de recibos grosseiramente falsificados.

- Participou da derrota na Primeira Instância, que sentenciou nosso Teuthida de 9 dedos a 9 anos e 6 meses de cana.

- Não satisfeito, conduziu a jogada para a Segunda Instância, obtendo outro gol de placa: a pena foi ampliada para 12 anos e 1 mês...

- Possivelmente graças às suas performances na mídia, criou um clima de animosidade até com o alto comando militar, que derradeiramente pressionou o placar de 6 a 5 no julgamento do habeas corpus no STF.

- Deixou de orientar seu cliente de modo ostensivo quanto à necessidade de seguir o escrito e publicado na lei, permitindo seguidas demonstrações de escárnio com uma ordem de prisão emitida por um Tribunal Federal - cujas nada afáveis repercussões provavelmente se desdobrarão ao longo dos próximos capítulos de nossa tragi-comédia esquerdista.

Se não fosse por esta elaboradíssima - e caríssima! - sequência de ações, teríamos um Mollusca milionário à solta hoje.

Por tudo isso, o Sr. Zanin tem meu apreço. Sinceramente.

A BOA E VELHA CANALHICE DAS METANARRATIVAS DE ESQUERDA

Em uma Face-conversa, recebo a seguinte réplica para uma postagem: "No Brasil só há quem é contra o Lula e o PT. A corrupção que se foda. Vc já fez algum ato anti corrupção? Só vi atos contra o Lula e contra o PT. Cadê as manifestações contra o Temer? Vc participaria delas?".

Pois bem. Existem apenas 3 explicações possíveis para este tipo de indignação:

1 - O sujeito ou sujeita lê e estuda pouco.

2 - O sujeito ou sujeita tem a memória muito curta.

3 - O sujeito ou sujeita está canalhisticamente apelando para a Falácia do Espantalho, pois sua ideologia socialista-comunista foi irremediavelmente encurralada pelo conjunto acumulado das evidências mais recentes.

As opções 1 e 2 podem ser contornadas por uma rápida pesquisa no Google (p.ex.: vide links que acompanham este comentário).

A opção 3, entretanto, só pode ser resolvida sob acompanhamento psiquiátrico.

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Alguns links que desconstroem a alucinação da esquerda quanto à "seletividade ideológica" das manifestaçôes anti-corrupção:

https://www.google.com.br/amp/s/oglobo.globo.com/brasil/ha-16-anos-setores-do-pt-pediam-impeachment-governo-acusava-golpe-15979631%3fversao=amp

https://m.oglobo.globo.com/brasil/a-incomoda-companhia-dos-escandalos-casos-de-corrupcao-estouraram-em-todos-os-governos-15598762?versao=amp

https://m.oglobo.globo.com/politica/manifestantes-participam-da-marcha-contra-corrupcao-2702393

https://veja.abril.com.br/politica/vinte-anos-apos-collor-brasil-da-guinada-contra-corrupcao/amp/

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc26089902.htm

06 abril 2018

POR QUE AINDA PRECISAMOS FALAR SOBRE COMUNISMO?

Como bem observou o reitor da Universidade Positivo, comentarista econômico da Rádio CBN Curitiba e membro do conselho editorial da Gazeta do Povo, José Pio Martins, “os dois maiores resultados do Comunismo sempre foram a escassez de produção e a abundância de sangue”.

Apesar dessas peculiaridades bastante conhecidas, algumas pessoas acreditam que o Comunismo já foi discutido o suficiente, debatido o suficiente, chutado o suficiente, e que não apresenta mais risco algum. Tratam-no como um assunto enfadonho.

Não deveriam.

A mentalidade socialista-comunista encontra-se tão entranhada no raciocínio do brasileiro médio que não causa surpresa quando, ao menor sinal de problema, todos esperam por uma solução que venha do Estado, e não da soma da responsabilidade individual de cada um dos cidadãos.

Esta tal mentalidade “marxista” é essa voz reconfortante que sopra atrás da sua orelha dizendo que seus problemas não são seus exatamente, que existem forças ocultas trabalhando contra seu sucesso, e que o Estado deveria financiar cada uma de suas idéias, cada um de seus desejos e cada um de seus confortos – pois todos estes são seus “direitos por lei”.

Parte desta tolerância confortável que temos com a mentalidade comunista talvez advenha da falta de percepção sobre o que o regime realmente é: uma fraude manipuladora genocida e atroz, com discursos digressivos absolutamente desconectados da realidade e um grau de falsidade que colocaria no chinelo embusteiros como Pinóquio, Victor Lustig (o homem que vendeu a Torre Eiffel), Frank Abagnale ou Marcelo Nascimento da Rocha.

UMA SUCESSÃO DE FALCATRUAS

Segundo Lênin, o comunismo “é a produtividade de operários voluntários, conscientes, unidos, dispondo de uma técnica de vanguarda; uma produtividade elevada em relação à produtividade do trabalho capitalista". 

Cem anos depois, ainda estamos aguardando a tal “elevada produtividade voluntária comunista”: os cinco países comunistas que ainda existem no mundo (China, Coreia do Norte, Vietnã, Laos e Cuba) apresentam um PIB per capta médio equivalente a APENAS 12% (sim, DOZE por cento) daquele dos cinco países mais capitalistas.

A destruição da propriedade privada dos meios de produção e a libertação do trabalho de toda espécie de exploração são uma base firme para o desenvolvimento progressivo da moral comunista”, afirmou Viktor Nikolaevich Kolbanoski em A Moral Comunista (1947), completando: “Não há nada mais progressista, mais digno dos esforços humanos do que servir ao comunismo, que é o regime social mais avançado e o mais justo”.

Será?

Os países comunistas que ainda existem no mundo apresentam um IDH médio de 0,703, ao passo em que os países capitalistas onde o livre mercado é mais forte apresentam um IDH médio de 0,923.

Em outras palavras: o regime social “mais avançado e mais justo” produz sociedades com uma qualidade de vida 31% INFERIOR àquela dos países onde reina o “maldito capitalismo canibalista egocêntrico”.

A moral comunista exige que todas as manifestações de insensibilidade e de burocratismo sejam energicamente combatidas”, escreveu o teórico Kolbanoski. Mas existem governos mais burocráticos e insensíveis ao individualismo que os Estados comunistas? 

De acordo com o ranking de facilidade para fazer negócios, organizado pelo World Bank Group, o Vietnã é o país comunista com a melhor colocação na lista, ocupando a 68ª posição entre 190 países. A China fica em 78º e o Laos, em 141º. Coreia do Norte e Cuba sequer oferecem dados suficientes para determinar o índice. 

Em termos comparativos, dos cinco países mais capitalistas do mundo, três (Nova Zelândia, Singapura e Hong Kong) estão entre os lugares menos burocráticos do mundo para se fazer negócios.

Quanto mais as evidências acumuladas demonstram a mentira e a falsidade interna da moral Comunista, tanto mais sua linguagem oficial se torna hipócrita, na vã tentativa de ocultar sua sequência inacreditável de fraudes.

Disfarçado com peles de altruísmo consequencialista, o Comunismo é mais arrogante, arbitrário e desonesto que qualquer forma de capitalismo jamais foi. 

UMA CATÁSTROFE ESTRANHAMENTE TOLERADA

A maioria das pessoas torce o nariz quando vê uma bandeira nazista – e todos estão certos em agir desta forma. O Nazismo matou 20 milhões de pessoas, incluindo judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e indivíduos com deficiências físicas. Entretanto, quantas pessoas torcem o nariz da mesma maneira quando falamos de Comunismo?

Rudolph Joseph Rummel, falecido professor emérito de ciência política e um dos mais aclamados especialistas mundiais em democídio, calculou que o comunismo matou 170 milhões de pessoas apenas no século XX. 

Em seu livro Statistics of Democide: Genocide and Mass Murder since 1900, publicado em 1998, Rummel afirma que todas as guerras ocorridas entre 1900 e 1987 custaram a vida de aproximadamente 34 milhões de pessoas – contabilizados aí os óbitos da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia e das Revoluções no México e na Rússia. Para efeito de comparação, Mao TseTung, por meio de seu regime, foi responsável por duas vezes mais mortes que todas estas guerras ajuntadas. 

Ainda que o comunismo tenha ceifado a vida de dezenas de milhões de pessoas e ser completamente ineficiente na maioria dos indicadores em que se autoafirma “campeão”, ele é capaz de operar uma mágica e não ser considerado hediondo pelo consciente coletivo. 

Com uma frequência assombrosa, o Comunismo é ensinado nas escolas e nas faculdades como um sistema “teoricamente bom” (o nazismo era “teoricamente bom”?), não tendo obtido o merecido sucesso simplesmente por ter sido “mal executado”. 

O Comunismo não deveria ser motivo de risos sardônicos, gracejos, esperanças preguiçosas, idealizações românticas ou qualquer tipo de idolatria: ele deveria ser incriminado como uma catástrofe horrenda, como uma das maiores bestialidades que a humanidade já produziu e assistiu – e tratado agressiva e diligentemente de acordo com todos os seus espólios de maldade.

Pare de aliviar a barra para este monstro.

03 abril 2018

PENSANDO UM PROJETO POLÍTICO PARA O BRASIL

Durante 96% do tempo de existência do Homo sapiens neste planeta, vivemos em pequenas comunidades Paleolíticas nômades, construídas sobre fortíssimos laços familiares. Este foi o contexto que formatou a configuração de nossos corpos e o enredo de nossos raciocínios.

Nos 4% mais recentes, produzimos uma realidade Neolítica completamente diversa dos milênios anteriores: agrupamo-nos em cidades cada vez populosas e complexas, associando culturas e absorvendo estrangeiros, e mantivemos a governabilidade dessas saladas humanas por meio de Moralidades Absolutas, externadas em Impérios e Estados Monárquicos Constitucionais que geraram estabilidade social, semearam tecnologia, pariram a Renascença, a Reforma, o Mercantilismo, o Iluminismo, a Revolução Industrial, o Capitalismo e até mesmo o infame Comunismo.

E então, há pouco mais de 200 anos, deslumbrados com nossos avanços e fundamentados em meia dúzia de delírios rousseaunianos, ressuscitamos o espírito grego ancestral da Democracia construindo um Frankenstein de incongruências nunca antes testadas – e passamos a nos surpreender com suas ineficiências.

CARACTERÍSTICAS E O VALOR OBJETIVO DA DEMOCRACIA

As principais características dos regimes Democráticos incluem:

1 – Mudança de governo por meio de eleições.
2 – Participação ativa do povo (cidadãos) na vida política e cívica
3 – Proteção dos direitos humanos,
4 – Igualdade de todos os cidadãos perante a Lei.

Consideradas estas premissas e alguns outros indicadores que aferem o nível de democracia de uma nação, as agências The Economist e Business Insider elencaram os países mais democráticos e menos democráticos do mundo (tabelas 1 e 2).

Curiosamente, todos os 15 países mais democráticos são governados por regimes parlamentaristas: em nenhum deles a figura do Presidente acumula o papel de Chefe de Estado e de Chefe Executivo.

Entre as nações mais democráticas, 60% são Monarquias Constitucionais, onde o Rei em geral possui um papel protocolar; o Presidente, eleito por voto direto, possui um papel cerimonial limitado à representação do Estado e gerência das forças armadas; e cabe ao Primeiro Ministro – um Chefe Executivo eleito pelo Parlamento – a tarefa de efetivamente conduzir o país.

Não é possível afirmar sem qualquer sombra de dúvida se a Democracia per se é capaz de elevar a qualidade de vida de um povo (o regime político como causa) ou se é uma manifestação natural de seu alto nível de desenvolvimento (o regime político como consequência). Todavia, qualquer que seja o caso, é inegável constatar que a Democracia está positivamente associada ao grau de sofisticação sócio-econômica de uma nação: em conjunto, os 15 países mais democráticos do mundo possuem um IDH 40% maior que os países menos democráticos (0,919 versus 0,561) -  uma expressão bastante objetiva do valor associado à Democracia.

PRESIDENCIALISMO DIRETO É UMA PÉSSIMA IDEIA

Apreciamos pensar que os regimes Presidencialistas Plenos – onde o Presidente eleito pelo voto direto dos eleitores acumula as funções de Chefe de Estado e Chefe Executivo – são uma evolução muito superior à barbárie “paternalista” dos regimes Monárquicos ou Parlamentaristas, onde a capacidade de escolher o Chefe Executivo foi “usurpada” das mãos do povo. Entretanto, quando analisamos as nações que adotam o Presidencialismo Pleno, percebemos que seu IDH é 28% menor que o de países que são Repúblicas Parlamentaristas (0,643 versus 0,774 - tabelas 3 e 5).

Se compararmos o IDH médio das nações democráticas com Presidencialismo Pleno com aquele das nações que adotam Monarquias Constitucionais, os Presidencialistas Plenos ainda perdem por uma diferença de 18% (0,643 versus 0,775, tabelas 3 e 4).

O que fica perceptível através da análise das faixas de IDH é que uma democracia com eleição direta do Chefe Executivo não se traduz em uma democracia, mas em um projeto demagogo e maquiavélico para garantir a perpetuação da ignorância e do subdesenvolvimento sob ares de uma pretensa liberdade.

Gostamos demasiadamente de espelhar nosso animal democrático no ecossistema norte-americano, mas os EUA são uma exceção, não a regra - na mesma medida que a falência de todas as sociedades comunistas é uma regra, não a exceção.  Ademais, o sistema “democrático” americano não é equivalente ao brasileiro: através de intricados mecanismos de colégios eleitorais, o voto de um cidadão não equivale a 1 voto. Por exemplo: nas eleições presidenciais de 2000, o candidato democrata Al Gore recebeu 50.999.897 votos (48,4% do total), contra 50.456.002 votos do candidato republicano George W. Bush.

Apesar da diferença de mais de meio milhão de votos sobre seu concorrente, Al Gore venceu em apenas 266 colégios eleitorais. Bush venceu em 271 colégios e levou a faixa presidencial. Diferentemente daqui, nos EUA, 1 voto não vale 1 voto. O que conta de verdade são os votos dos delegados nos colégios eleitorais – um estratagema para tentar diminuir as idiossincrasias do eleitor médio.

IDH E OS PONTOS FORA DA CURVA

Apesar do IDH não representar um índice 100% leal e confiável da saúde mental e econômica de cada um dos cidadãos em um determinado país, ele certamente oferece uma marcação objetiva de qualidade de vida: dificilmente você encontrará alguém mudando voluntaria e permanentemente de um país com IDH elevado para outro país com IDH baixo achando que está fazendo um excelente negócio.

Se porventura você discorda do emprego do IDH como uma régua para comparar nações, eu ficaria feliz em receber o indicador de desenvolvimento elaborado pela sua genialidade, assim como as tabelas e os cálculos aqui expostos re-formatados segundo o mesmo.

Dito isto, observando-se os dados coletados, percebemos alguns pontos fora da curva como o Paquistão, por exemplo: uma república parlamentarista com IDH baixo (0,550), ao passo que Arábia Saudita, uma Monarquia Islâmica Absolutista, possui um IDH elevado (0,837).

A despeito dessas exceções, a ausência de democracia costuma estar associada a uma diminuição da qualidade de vida, um regime democrático presidencialista pleno – como o existente no Brasil - é apenas 13% melhor que um regime autoritário / não-democrático.

CONSTRUINDO UM PROJETO POLÍTICO PARA O BRASIL

Raciocine comigo: são exigidos anos de estudo para exercer profissões como advogado, médico, magistrado ou engenheiro. É impossível obter uma carteira de motorista sem alguma preparação e treinamento. Para ser professor, você deve preencher alguns critérios de conhecimento, didática e desempenho. Existem exigências discricionárias sem fim para portar uma arma. Existem provas para entrar nas universidades públicas. Em nenhum desses casos, o exercício da “cidadania” é pura e simplesmente garantido: ele deve ser, de alguma forma, conquistado por meio de esforços.

Ainda assim, anualmente, ocorrem 55 mil mortes no trânsito e bandidos ceifam a vida de 61 mil brasileiros; advogados perjuram; prédios caem; cirurgias dão errado; leis garantem privilégios grotescos; sentenças desafiam o mínimo padrão de bom senso; e 92% dos cidadãos do país têm dificuldade para se expressar na língua mãe.

Como esperar que um sistema que garanta a obrigação (peculiarmente chamada de direito) de eleger o Chefe Executivo de uma nação - algo que pode ser exercido a partir dos 16 anos de idade mesmo por analfabetos - vá funcionar algum dia, produzindo ordem e progresso?

No Brasil, o casamento entre o sufrágio universal, a obrigatoriedade do voto e o acúmulo da Chefia de Estado e da Chefia Executiva em uma só figura – o Presidente da República - conduziu a seita da democracia, com sublime perfeição, à máxima expressão de uma distopia.

Se pretendemos definir um caminho mais seguro para o desenvolvimento humano em nossa nação, devemos apostar pesadamente em regimes políticos Democráticos e Parlamentaristas, pois são eles que estão associados aos melhores índices de desenvolvimento humano.

Considerando-se os custos econômicos, sociais e culturais, a restauração da Monarquia brasileira seria mais traumática que simplesmente adotar um regime Parlamentarista, adaptando a estrutura a legislação que já existem - por exemplo, unindo as duas câmaras em uma só e realizando eleições diretas do Presidente como Chefe de Estado e eleições indiretas do Chefe Executivo pelo Parlamento.

Esta mudança reconduziria o país a um sistema político republicano e democrático associado a um IDH entre 0,774 e 0,919 – bem melhor que os 0,643 de nosso estúpido regime presidencialista pleno.







28 março 2018

SOBRE IGNORANTES E BURROS IPSO FACTO

A IGNORÂNCIA ocorre quando, na impossibilidade de possuir ou alcançar determinado conhecimento, uma pessoa age de modo estúpido. Neste caso, é uma "estupidez perdoável", em sendo justificada pela ausência de meios e poderes para o Saber.

BURRICE, por outro lado, implica em ter acesso ao Saber, em possuir meios e poderes para obter Conhecimento - e muitas vezes ser até um depositário dele - e, ainda assim e a despeito dessa montanha de informações, agir de modo estúpido.

Os homens e mulheres do Paleolitico, por exemplo, eram Ignorantes.

O povo brasileiro, a massa absurda de pessoas que não estudam, não leem, não buscam Conhecimento, não apreciam ciência, não aprendem a discernir coisa alguma e tampouco refletem sobre as informações relevantes e embasadas disponíveis na palma de suas mãos, esse pessoal é só Burro mesmo. E não tem desculpa que os salve.

27 março 2018

NÃO LI, NÃO GOSTEI



No filme Meia Noite em Paris (2011), o escritor angustiado Gil - personagem de Owen Wilson – encontra-se em Paris com seu ídolo-mito, Ernest Hemingway.

Gil está terminando um livro e pede esperançosamente a seu novo amigo de balada, Hemingway, que o leia e ofereça algumas dicas.

- Você faria isso por mim? – pergunta Gil.

- Ler seu romance?

- Sim. Tem cerca de 400 páginas e eu adoraria ter sua opinião sobre ele...

- Bem, já vou lhe dizer minha opinião sobre seu livro: eu não gostei. - responde Hemingway, taxativo.

- Mas você nem o leu ainda...

- Se for ruim, eu o odeio por ser um romance ruim. Se for bom, terei inveja de sua escrita e odiarei o livro ainda mais.


A cena é rápida, mas ilustra bem uma peculiaridade que vem se desenrolando desde que a geração Millennial chegou por aí.

Chamados de "geração Peter Pan" pela escritora Kathleen Shaputis, os Millennials (pessoas nascidas após 1982) estão tornando o bordão “não li, não gostei” um mantra digno de um ataque cardíaco em qualquer mínimo admirador de Paulo Francis ou Nelson Rodrigues. Os Millennials são o supra-sumo da Crítica-Miojo – aquela crítica instantânea, que sai pronta, quente e selada em 2 minutos como uma pipoca de microondas.

“Não li, não gostei” se transformou em uma resposta-padrão para criticar qualquer texto, particularmente na internet. A frase levanta uma questão básica: será que o crítico “não li, não gostei” de fato não leu? Se leu, será que compreendeu? Se compreendeu, será que refletiu sobre seu entendimento?

Se partirmos do princípio que “não li, não gostei” significa exatamente isso mesmo – que o texto criticado sequer foi lido, tendo sido jogado diretamente na caixa do “não gostei”, o que temos é uma demonstração absurda de preconceito justamente por parte de uma geração que se diz “a mais tolerante e anti-preconceito” de todas.

Um leitor não tem que gostar de cada palavra que lê, especialmente quando acredita que pode oferecer críticas construtivas para melhorar a qualidade dos textos futuros de um determinado autor. Nem tudo é do gosto de todos e, quando um determinado autor se coloca na vanguarda de um determinado assunto, é quase certo que você irá encontrar algo que não aprecia.

Apesar de muitos escritores terem sérios problemas ao avaliar seus próprios talentos (falaremos sobre narcisismo mais a frente...), alguns leitores sofrem do mesmo problema: “não gostei, não li” serve para se livrarem de enredos que não se desenrolam segundo seu gosto, de idéias que não estão alinhadas às suas, de posicionamentos que confrontam suas “verdades absolutas prévias”, e de basicamente qualquer estímulo ao raciocínio que puxe o cobertor na aconchegante cama de suas zonas de conforto infantilizadas.

CRÍTICAS E NARCISISMO

É duro receber críticas. Não interessa como elas se apresentam – recheadas com leite condensado, perfumadas como um gambá ou pungentes como um soco no estômago. Críticas são sempre azedas. E críticas de literatura – sejam elas abordando textos, crônicas, contos, romances, enciclopédias ou guias das galáxias - são ainda mais complicadas. Todavia, se tornam ainda mais azedas e mais complicadas quando acompanhadas do bordão “não li, não gostei”.

O sujeito-miojo – ou sujeita-mioja - do “não li, não gostei” em geral tende a ser alguém com um sentimento de inferioridade ou personalidade auto-vitimizante, um intelecto no máximo mediano, com pouco humor ou perspectivas sobre sua própria vida, e obcecado em diminuir seu sofrimento ganhando atenção, qualquer tipo de atenção.

É óbvio que isto deve ser diferenciado da crítica ferrenha de alguém que leu o escrito, ponderou sobre ele, fez sua própria pesquisa sobre autor e obra, e construiu um parecer abrangente e fundamentado sobre o exposto.

A turma do “não li, não gostei” não faz coisa alguma disso. Ela não quer trabalho. Ela olha a manchete, olha a foto da capa do livro, olha a cara do autor na orelha e forma uma opinião tácita: “Não li, não gostei”, e pronto. Não interessa se o assunto não se desenrola ao longo de 400 páginas de um modo diferente daquele que o crítico-miojo acredita: só pela fonte escolhida para o título ou pela edição da imagem ele já sacou tudo. E não gostou.

Nada disso deveria ser motivo de surpresa: os Millennials estão exatamente na faixa etária do clímax do narcisismo. A incidência de transtornos narcisistas é 3 vezes maior entre pessoas na faixa dos 20 anos que entre aquelas com 65 anos ou mais, por exemplo. E os estudantes de hoje apresentam índices de narcisismo 58% acima daqueles de estudantes da mesma faixa etária em 1982.

A coisa está tão feia que, se você tem entre 20 e 35 anos de idade, provavelmente está pensando que este texto é uma ofensa à sua pessoa em particular, e não uma análise de toda uma geração... Haja narcisismo...

FRUTOS DA CULTURA DA INFÂNCIA-MEDALHINHA

Os críticos-miojo da geração Millennial foram formatados ainda na infância pela Cultura Medalhinha. Sabe aquela criança que ganhou uma medalhinha na competição esportiva da escola simplesmente porque participou da corrida, mesmo chegando 5 posições atrás do último colocado? Então. Dez anos depois ela se tornou um Millennial crítico-miojo.

As crianças-medalhinhas cresceram recebendo congratulações, cafuné, beijinhos da mãe e tapinhas nas costas não por terem cumprido seu dever com honra e determinação, ou por terem demonstrado superação com resultados quando colocadas sob pressão, mas simplesmente por “estarem lá”.

“Estar lá” era suficiente para que elas ganhassem uma medalhinha, para que fossem reconhecidas, valorizadas, agraciadas, respeitadas. E agora, como “estão lá” – na entrevista para um emprego, no meio de um relacionamento ou cuspindo suas críticas superficiais nas 11 dimensões do mundo líquido hiperconectado -, elas querem receber o mesmo mimo que seus pais sempre lhes deram. Querem ser premiadas. Querem gratificações. E querem neste instante.

“Não li, não gostei” é apenas uma manifestação desta mesma geração pós-moderna multitarefa que faz mil coisas sem terminar coisa alguma.

As crianças-medalhinha cresceram e viraram adultos que moram com seus pais, não terminaram a faculdade e não conseguem assumir qualquer compromisso de médio prazo – mesmo estando na beira dos 30 anos de idade. Como são multitarefas, antenados, informatizados, descolados, eles têm aquela opinião formada sobre tudo – filmes, livros, revistas, músicas, carros, sexo, países, aquecimento global, resfriamento global, espécies em extinção, modelos econômicos e ideologias sócio-políticas – que nunca estudaram a fundo.

Mas eles não precisam estudar. Eles dizem “não li, não gostei” e isso parece resolver tudo na cabeça dessa gente. Se porventura você comete a blasfêmia de recomendar que leiam, que reflitam, que construam de fato seu próprio entendimento sobre o assunto, as ex-crianças medalhinhas rapidamente dizem não ter tempo, não ter interesse, ter mais o que fazer (arrumar o quarto seria uma boa idéia, né?...), e vociferam que você é um preconceituoso coxinha fascista opressor por sugerir que o crítico-miojo não sabe o que ele não sabe.

Segundo o jornalista e escritor André J. Gomes, “quem bate no peito com orgulho e diz “não vi e não gostei” é uma besta monumental”.

“Quando alguém encerra um assunto sem sequer tê-lo olhado pelo buraco da fechadura está assumindo uma postura de ignorância proposital, desprezando e pisoteando uma das poucas verdades simples da vida: nós não sabemos tudo. Nunca vamos saber! Quem não tem a humildade de reconhecer que desconhece tem desprezo por toda chance de aprender. Em geral, exibe excesso de empáfia, arrogância, mania de superioridade, ódio, incompreensão, intolerância e essas coisas que tornam o mundo pior todos os dias”, diz André.

A geração Millennial, com suas legiões de críticos-miojo, “toma conclusões impensadas e acomoda-se em juízos superficiais por preguiça de pensar”.

- O mínimo que se espera de uma pessoa provida de inteligência – afirma André - é que ela saiba realmente do que não está gostando. Que se aprofunde como puder a respeito do que rejeita e o faça com propriedade. Que não se contente em boiar à deriva, superficial, enquanto grita “vejam, vejam como eu sou idiota, vejam como eu sei fazer birra, vejam como eu insisto em não mexer nas minhas certezas e verdades prontas, vejam, eu sou uma besta completa e tenho orgulho disso!

Não conheço o Sr. Gomes pessoalmente, mas concordo com sua premissa: “Não diga “não li e não gostei”. É feio. Se quiser mesmo fazê-lo, a vida é sua, o problema é seu. Mas não saia alardeando isso por aí, não. É patético.”

É isso aí, André. Não lhe vi. Mas já gostei.


24 março 2018

SOBRE MEDICINA, EVIDÊNCIAS E METADES

Em 1998, no raiar da Internet, fiz minha primeira compra pela Amazon: um livro chamado Evidence Based Medicine, de David Sacket. Na época, tinha uma ideia maluca de trabalhar desenvolvendo conteúdo médico para web e tanto fucei que consegui um trampo na www.bibliomed.com.br - mas isso é uma outra história. Voltemos ao Sacket.

O livro em si é bom, mas a introdução é magnífica! Ao tecer sua apresentação da obra e a importância da recém-nascida Medicina Baseada em Evidência, Sacket contava a história de como funcionava o curso de medicina na Harvard Medical School.

A cada ano, o reitor da faculdade fazia questão de dar a primeira aula aos calouros. Todos reunidos no clássico auditório, o Reitor iniciava sua palestra dizendo:

- "Vocês estão prestes a entrar no que provavelmente é o melhor curso de medicina que o Ocidente já foi capaz de produzir!" - pronunciava com grande pompa e circunstância. - "Nossa escola médica tem 7 prêmios Nobel em seu currículo (hoje em dia: 9) e todos os nossos professores têm acesso à vanguarda da tecnologia e do conhecimento científico. Por isso, me sinto na obrigação de lhes dizer duas coisas muito graves. Muito, muito graves de fato."

- "Primeiro" - prosseguia -, "saibam que 50% do que vocês irão aprender será provado ser UMA MENTIRA DESLAVADA. Dentro de 10 anos, simplesmente METADE do conhecimento transmitido durante seu curso será considerado inválido, incorreto ou absurdo pelo avanço das evidências."

- "Infelizmente, para minha tristeza, nem eu, tampouco seus professores, sabem qual METADE."

Ainda hoje, me espanta ver como colegas médicos - antigos e recentes - lêem e estudam pouco, e refletem menos ainda, e insistem em defender com unhas e dentes as duas "Metades de Harvard" - tanto aquela validada pela tradição quanto aquela desmontada pelo progresso das evidências.

A Medicina deixou de ser uma arte - virou uma manufatura cega. E nós, médicos, deixamos de ser filósofos da saúde humana e nos tornamos operários a serviço de gestores apaixonados por números. Em toda parte, a maluquice impera. E sua filha mais querida - o vitimismo - vai ganhando mais espaço a cada dia.

Entre tantas METADES possíveis, ficamos com aquela que não prestava - e sequer percebemos isso ainda.

SOBRE UM ESTRANHO CHAMADO SEU CORPO

A Mácula Densa (uma CPU microscópica agrupada às centenas de milhares de unidades em cada um dos rins) faz parte de um complexo mecanismo de feedback que regula os níveis de sódio e a pressão sanguínea.

O time de Máculas monitora a densidade de sua urina em nível molecular enquanto troca mensagens hormonais com o cérebro, especialmente com uma região chamada Hipotálamo. É desse papo que surge a "vontade" - leia-se: conscientização das informações dos seus sistemas autônomos - de ingerir líquidos.

Quando a mácula densa percebe que a concentração de sódio está subindo, ela envia um whats para o hipotálamo, que verifica os documentos apresentados. Se a queixa bioquímica passar pela auditoria hipotalâmica, ela é enviada ao Córtex cerebral (onde está sua consciência) e você percebe: "estou com sede!" - e vai beber algo.

Todo esse incrível eixo de análises e comunicações é resultado de milhões de anos de evolução. Seu ORGANISMO HUMANO é esse resultado. Para que ele funcione suave dentro de sua vida, tudo que você tem que fazer de vez em quando é parar um pouco e prestar atenção à conversa de suas células. As respostas estão todas lá!

Tome líquido quando estiver com sede. Durma quando estiver com sono. Coma (apenas o suficiente) quando estiver com fome. E alimente seu cérebro com boas ideias e seu corpo com boas atividades. Não deve ser tão difícil assim.