15 junho 2018

SOBRE O TEÍSMO*

O teísmo consiste em acreditar na existência de uma entidade absoluta, com a ressalva que teísmo não é somente uma crença psicológica de que exista um deus, mas a certeza inabalável de que algum deus existe e sua existência sequer precisa ser justificada dedutivamente, sendo a fé uma legitimação mais que suficiente desta convicção. Mas será que os argumentos que levam à conclusão de que deus existe são mais válidos e razoáveis que suas negativas?

Para Tomás de Aquino, se classificamos as coisas segundo qualidades como bom, verdadeiro e nobre, é porque reconhecemos diferentes níveis de bondade, verdade e nobreza. Se graduamos as coisas dessa maneira estamos, pelo menos implicitamente, assumindo que existe algum padrão absoluto contra o qual elas podem ser comparadas – um padrão que não pode ser meramente hipotético. O padrão máximo de tudo seria deus, que seria a causa e a explicação da existência de todas as qualidades.

O ponto de vista de Aquino se baseia bastante nas crenças de Platão e Aristóteles, e a ideia de deus como um padrão máximo de qualidades positivas também foi defendida por Kant, cujos argumentos se tornaram populares ao longo do século XIX – como veremos adiante. Mas defender deus como a fonte de toda Moralidade é uma tarefa complexa: primeiro, é preciso defender a realidade e a objetividade da Moralidade para além das críticas subjetivistas e niilistas, e então defender que este Absolutismo Moral só pode ser explicado através da existência de deus. Porém, os sistemas Morais baseiam-se em conceitos humanos de bom e mau, e de certo e errado: batizamos de “bom” tudo que pode prolongar nossa sobrevivência, e de “mau” tudo que pode ameaçá-la. Não precisamos de uma deidade para compreender que assassinar, estuprar, torturar, mentir e roubar são péssimos traços de caráter. Os humanos, assim como outros primatas e muitos outros animais, possuem uma capacidade inata para determinar o que é ser gentil e razoável.

Menos moralizador que Aquino, o polêmico matemático e filósofo francês Blaise Pascal (1623-1662) ofereceu uma justificativa marota para o teísmo. O desenvolvimento da Teoria da Probabilidade foi a contribuição mais influente de Pascal para a matemática: originalmente aplicada para jogos de azar, ela se tornou extremamente importante no entendimento atual da economia. Aplicando uma peculiar dinâmica de raciocínio probabilístico, Pascal descreveu sua aposta apologética no livro Pensamentos, publicado postumamente em 1670:

"Não se pode provar a existência de deus. Mas, se deus existe, aquele que acredita ganha tudo (inclusive o paraíso), e aquele que não acredita perde tudo (exceto pelo inferno). Se deus não existe, aquele que acredita perde nada, e aquele que não acredita não ganha coisa alguma. Portando, acreditar em deus é uma aposta que permite ganhar tudo e perder nada”.

A Aposta de Pascal demonstra bem a pura intimidação (ou negociata) subliminar no pretexto para a crença divina. Não se trata de comprovar ou não a existência de deus, mas de uma jogada para trapacear nossos pavores irracionais produzindo um resultado esperado. Mas não é exatamente verdadeiro dizer que aquele que acredita perde nada. Ele perde, sim: perde ao diminuir sua vida preferindo o mito de uma vida após a morte, sacrificando a honestidade para sustentar uma mentira. Quando aplicado à religião, o teísmo custa tempo, energia e dinheiro, e drena recursos humanos valiosos que poderiam ser utilizados para melhorar o mundo real. Além disso, a conformidade religiosa é a ferramenta predileta dos tiranos e uma ameaça à liberdade em toda parte. Também não é verdadeiro que aquele que não acredita ganha nada: rejeitar o teísmo pode ser uma experiência libertadora, oferecendo prêmios como ampliação de suas perspectivas e liberdade para questionar – e os Livres Pensadores, não os seguidores de doutrinas, sempre estiveram na vanguarda do progresso social e Moral.

Em contraste ao teísmo oportunista de Pascal, temos o teísmo mais simples e direto de Kant. Para Kant, a pressuposição de uma inteligência suprema como a causa de tudo no Universo sempre beneficia a Razão e jamais a prejudica. “Se desejamos obter um conhecimento sistemático do mundo, temos que considerá-lo como uma criação de uma Razão suprema”, constatou Kant em Primeiros Princípios Metafísicos da Ciência Natural (1786), completando: “Eu, enquanto ser racional e agente moral, tenho que acreditar que deus existe”.

Os humanos possuem fraquezas em seu caráter que parecem difíceis – quiçá impossíveis – de serem superadas por seus próprios meios. Ademais, como criaturas, temos necessidades subjetivas que desejamos satisfazer para alcançar a felicidade, mas poucos motivos para acreditar que estas necessidades serão atendidas através de ações Morais, mesmo que tenhamos sucesso em nos tornarmos virtuosos. Se uma pessoa acredita que o mundo natural não passa de uma máquina sem qualquer propósito, então esta pessoa não tem motivos para acreditar que suas ações Morais poderiam lhe conduzir a qualquer forma sucesso e não tem obrigação alguma de perseguir o que é Bom e Correto. Por isso, Kant defende que um agente Moral deve postular a existência de deus como um pressuposto para uma vida Moral: a Moralidade com selo divino exige que você sacrifique sua própria felicidade pessoal se isso for necessário para fazer o que é certo ante os olhos de deus.

Muitos argumentos teístas se aproximam de possuir a força de evidências, mas, na somatória, estas evidências terminam exigindo uma boa dose de credulidade. Para resolver este dilema, o filósofo analítico americano Alvin Plantinga defendeu que a crença em deus não necessita basear-se em evidências: ela é apenas uma adequação à consciência que deus colocou em nós (o sensus divinitatis do teólogo John Calvin). O argumento de Plantinga pretende remover do teísmo o ônus da prova, mas é uma defesa circular: pensamos porque deus existe e, uma vez que pensamos, isto confirma a existência de deus. Ou, como escreveu Mario Quintana: “A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe”.

Uma linha de raciocínio bastante comum para sustentar a existência de deus e seu papel como fonte de Moralidade consiste em mostrar as similaridades das convicções Morais de diferentes civilizações e tempos. Para os teístas, a única maneira de explicar estas similaridades é o fato delas serem derivadas de uma única autoridade Moral – e o único candidato perpétuo capaz de preencher este papel seria deus. Mas eles parecem relevar que, através da Psicologia Evolucionária, é perfeitamente possível explicar os princípios do Realismo Moral Normativo sem qualquer necessidade de apelar para uma intervenção divina.

No livro The Recalcitrant Imago Dei: Human Persons and the Failure of Naturalism (2009), o filósofo e cristão James Porter Moreland, argumenta que o teísmo tem um poder explanatório incontestável: se o universo começou com o Big Bang, que se seguiu de um arranjo de partículas microscópicas progressivamente mais complexas, então exatamente como os valores Morais surgiram? Segundo: a Moralidade em geral se apresenta de modo imperativo, algo que determina como devemos agir. O sentimento de culpa que nos invade quando violamos este código poderia ser melhor explicado pela existência de um deus que seria a fonte derradeira do que é Bom e correto. Como um ateísta ou um agnóstico explicaria por que devemos agir Moralmente? Finalmente, por que a obediência à Moral parece conduzir os seres humanos ao florescimento, à Eudaimonia de Aristóteles?

De acordo com Moreland, o teísmo tem uma resposta rápida para todas estas três questões: porque a obediência à Moral faz parte das intenções de deus. Ateístas, agnósticos e deístas poderiam responder a estas questões apoiando-se em deduções evolutivas, elencando as consequências de pressões da seleção natural ou citando o peso da Razão. Todavia, a seleção natural das espécies é um fato, mas a seleção natural das Moralidades ainda não. Pelo menos quanto a este último pressuposto, Moreland, por enquanto, está correto.

Quanto ao peso da Razão, ele merece um parêntese. Desde o Iluminismo, tendemos a ver a Razão cada vez mais como a base maior dos valores Morais humanos, e a partir dela determinamos o direito à dignidade que nossa espécie possui. O problema é que estipular a Razão como fiança Moral para a dignidade resulta na exclusão de crianças pequenas e pessoas com lesões cerebrais graves ou outras formas de demência desta lista. Assim como Aquino e Moreland propõem, teístas e panteístas eliminam este dilema Moral dizendo que a vida humana é um dom divino, um bem sagrado criado e pertencente a deus e que jamais pode ser violado. Ateístas, deístas e agnósticos tomam outro caminho e afirmam que os humanos possuem um direito especial à dignidade por serem humanos, um pleonasmo que eliminaria a necessidade de explicações adicionais. Em outras palavras: todos apelam para uma Moral especiesista, resultando na expulsão de todos os demais seres vivos de nosso exclusivíssimo Clube da Dignidade e da Igualdade Humana. E isto não é um emprego honesto da Razão e da Lógica.

O teísmo necessariamente exige a crença em dimensões para além da realidade; uma fé no sobrenatural e em incontáveis histórias que não se sustentam por si; a ratificação de depoimentos como verdadeiros a despeito das comprovações serem insuficientes ou contraditórias. O mistério da fé consiste em aceitar absolutamente dogmas que a Razão e a Lógica classificariam como um completo absurdo, pois a verdadeira fé tem de se opor à Razão – é o credo quia absurdum (creio porque é absurdo). Com efeito, isto automaticamente remove o debate destes dogmas do reino da Razão e da Lógica, pois suas crenças são a periferia onde você termina e o mundo real começa, e o Reino da Razão e da Lógica é delimitado pelos fatos do mundo real e não pelas apreensões e aspirações humanas. Se você se dispõe a ignorar os fatos, então tudo que lhe restam são hipóteses sem fundamento e pensamentos ilusórios.

Por exemplo: apesar dos cenários mencionados na bíblia serem históricos, boa parte do enredo não é, e incontáveis eventos relatados conflitam abertamente com princípios científicos bem estabelecidos. As histórias na bíblia são basicamente isso: histórias, não revelações. Em A Era da Razão (1945), Thomas Paine explica de maneira bem didática como as escrituras não podem ser revelações divinas: uma revelação divina – se tal coisa existe... – é uma mensagem de deus comunicada diretamente a uma pessoa. Assim que esta pessoa a relata, ela se torna um “ouvi dizer”. Ninguém é obrigado a acreditar em algo assim, especialmente quando o “ouvi dizer” é recheado de eventos fantásticos que desafiam qualquer nexo. O mais provável é que os relatos bíblicos sejam decorrentes de erros, mentiras ou interpretações zelosamente teológicas de eventos perfeitamente naturais. Como bem assinalou Carl Sagan, “alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias”, e escrituras sagradas nunca fornecem provas extraordinárias: apenas entoam encantamentos, profecias, símbolos e fábulas e reivindicam que acreditemos devotamente em todos eles.

Numa aplicada diligência para suster a autenticidade de suas alegações extraordinárias, muitos teístas se dizem capazes de alcançar deus através da meditação e das preces, mas estas experiências não podem ser substanciadas por eventos fora de sua mente. Por outro lado, o misticismo pode ser explicado psicologicamente, sem necessidade de complicar nosso entendimento do universo criando vertebrados gasosos oniscientes, onipresentes e onipotentes. Sabemos muito bem da capacidade dos humanos em inventar mitos, ouvir vozes, delirar, alucinar e conversar com amigos imaginários. O fato de existirem bilhões de teístas aponta para uma característica da humanidade, não para uma prova cabal da existência de uma entidade superior. A Verdade não é algo que se obtém por meio de votos da maioria.

Considerando que a crença em uma divindade é um subproduto de nossa arquitetura mental e de algumas capacidades humanas que evoluíram por propósitos não-religiosos, muitos teístas não ousam tentar reconciliar suas crenças com os argumentos filosóficos ou com as evidências científicas mais atuais. Eles apenas submetem-se à crença em deus e, eventualmente, apoiam-se na afirmação de que existem leis na natureza e que estas leis constantes devem ter sido feitas por alguém – a célebre Analogia do Relojoeiro.

Ao extrapolar a logicidade com tamanho despojamento, o teísmo torna-se um tipo de raciocínio defeituoso que confunde Aceitação com Evidência. Apesar de ser fácil encontrar cientistas teístas, por exemplo, nenhum deles é capaz de atestar cientificamente a existência do ser supremo, mostrando o quanto o teísmo pertence à esfera cultural ou pessoal e que ninguém - nem mesmo os cientistas - está livre da sedução antilógica da crença irrestrita em uma divindade. No final, por costume e medo, sempre enxergamos e acreditamos primeiro naquilo que é mais conveniente para diminuir nossa inquietação frente ao desconhecido.

Apesar de tudo, a maioria dos teístas não está nem aí para a Razão ou a Lógica, tampouco para os longos ensaios de Plantinga, John Calvin, Pascal, Kant, Tomás de Aquino ou J.P. Moreland. Não que eles subestimem os apologistas ou desdenhem de modo ostensivo do método científico: a maioria dos teístas acredita em deus simplesmente porque seus pais e seus professores lhe disseram que deus existia. E talvez estes pais e professores acreditem em deus pelo mesmo motivo, algo que os especialistas comportamentais chamam de Dependência Epistêmica Mútua: somos constituídos de tal maneira que fomos dotados de uma necessidade prática para acreditarmos nos testemunhos acerca daquilo que ainda não sabemos sobre o mundo e nos permitimos influenciar profundamente por aqueles entre nós que dizem saber.

O teísmo tem sido parte da história humana nos últimos 40.000 anos e segue como um valor importante em todas as sociedades. É um fenômeno durável demais para que tenhamos alguma expectativa razoável de finalizá-lo. Não obstante, assim como a longevidade de uma teoria que resistiu à comprovação por incontáveis testes não constitui um testemunho de seu equívoco intrínseco, este mesmo fato também não legitima a veracidade de sua premissa: quem quer que acredite em deus, faz isso sem provas irrefutáveis. Quem quer que descarte terminantemente sua existência, também. Do ponto de vista estritamente intelectual e científico, o agnosticismo parece ser uma opção mais honesta que o teísmo.

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*(extraído de Sobre a Natureza e a Crise da Moralidade, em edição)

13 junho 2018

POR QUE APENAS ESTÚPIDOS DIZEM QUE A ESCANDINÁVIA É SOCIALISTA?

O mito do “socialismo” dos países da Escandinávia – em um sentido mais amplo: Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Ilhas Feroe e Islândia – tem sido propagado pelos ideólogos de esquerda como uma “prova irrefutável” dos louros de sua doutrina.

Com uma intensidade quase cômica, se não fosse pelas trágicas consequências interpretativas, este equívoco ganhou o consciente coletivo como um mantra de salvação. “Ei! O socialismo pode dar certo sim! Veja o socialismo econômico da Escandinávia. O que me diz, hein? Hein?”.

Essa argumentação seria ótima se não fosse por um único problema: os países escandinavos não são socialistas. Uma Democracia Social não é o mesmo que um Socialismo Democrático – do mesmo modo que uma “esposa nova” não é o mesmo que uma “nova esposa”.

Nos países escandinavos, como em todas as nações desenvolvidas, os meios de produção pertencem principalmente a INDIVÍDUOS PRIVADOS – não à comunidade ou ao Estado -, e os recursos são alocados segundo sua demanda pelo mercado, e não por um planejamento governamental ou comunitário.

Ainda que seja verdade que os países da Escandinávia ofereçam mecanismos generosos de segurança social e um sistema de saúde mais ou menos público (a exceção é a Dinamarca, onde o sistema público de saúde cobre apenas urgências e emergências, mas o governo permite a aquisição de coberturas adicionais), o Estado de bem-estar praticado pelos escandinavos não é o mesmo que socialismo.

Por exemplo: em 2015, durante uma palestra na Harvard’s Kennedy School of Government, o Primeiro Ministro da Dinamarca - Lars Løkke Rasmussen – fez questão de frisar que seu país NÃO É SOCIALISTA (https://www.thelocal.dk/20151101/danish-pm-in-us-denmark-is-not-socialist).

Nas palavras de Rasmussen: “Eu sei que algumas pessoas nos EUA associam o Modelo Nórdico a alguma forma de socialismo, então gostaria de deixar uma coisa bem clara: a Dinamarca está longe de ser uma economia socialista planejada. A Dinamarca é uma Economia de Livre Mercado”. De fato, a Dinamarca ocupa a 5ª posição entre os países mais democráticos do mundo e a 9ª posição em termos de Liberdade Econômica.

Os países nórdicos estão entre as nações com maior PIB per capta, expectativa de vida saudável, percepção de liberdade para fazer escolhas de vida e generosidade do mundo - e entre os menos corruptos.

Os Escandinavos desenvolveram um modelo de capitalismo de livre mercado que coexiste com um estado de bem-estar social conhecido como Modelo Nórdico, que inclui várias políticas que os Socialistas Democráticos abominam.

Por exemplo: os Socialistas Democráticos se opõem fortemente ao capitalismo e ao livre comércio global, mas os países escandinavos abraçaram por completo ambos estes conceitos. Segundo a revista The Economist, a Dinamarca, a Noruega e a Suécia estão entre os 10 países mais globalizados do mundo. Estas nações também não determinam, por meio do Estado, uma renda mínima: o salário mínimo é decidido por contratos e negociações coletivas entre sindicados e empregadores, variando segundo a área de atuação, e os trabalhadores têm total liberdade para mudar de atividade ou cidades.

Na Suécia, o sistema de ensino (considerado o TERCEIRO melhor do Mundo) permite que as famílias comprem vouchers para financiar a educação de seus filhos em escolas particulares, incluindo escolas administradas por “malvadas” empresas que têm o lucro como objetivo final.

Por estas e outras, fica mais que evidente que os países escandinavos não são arquétipos de sucesso do Socialismo Democrático. Eles são exemplos de sucesso do capitalismo, do livre mercado, da liberdade econômica, da globalização e do Estado mínimo na economia.

Finalmente, para facilitar sua comparação, que tal ver como opera um genuíno Socialismo Democrático? Basta olhar para a Venezuela, cujo sistema político-econômico foi descrito pelos seus próprios líderes como Socialismo do Século XXI.

Ele funciona mais ou menos assim: o Estado controla com punho de ferro os preços da maioria dos bens de consumo, as margens de lucros das empresas, a produção de medicamentos, a repatriação de dividendos de companhias internacionais, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão de seus cidadãos. Líderes políticos de oposição são encarcerados, manifestações estudantis são rechaçadas com banhos de sangue, e o Poder Executivo comanda todos os demais poderes de Estado.

Em resumo: Socialismo é Estatismo. O Modelo Nórdico não é Estatismo – exceto na cabeça de alguns esquizofrênicos de Esquerda.

12 junho 2018

VOCÊ DEFENDE O ESTUPRO DO ABORTO?

No ônibus do "Eu defendo o aborto em caso de estupro!", 99,7% dos assentos femininos estão ocupados por mulheres que desejam a proteção legal de abortar sem terem sido estupradas (http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/abreasons.html)

Como em uma demonstração de pura neurolinguística, a palavra "estupro" aparece na frase apenas para construir comoção, induzindo o ouvinte a considerar automaticamente um "monstro" qualquer pesssoa que seja contra o aborto em qualquer situação.

"Ah, então você acha certo que, além de ter sido estuprada, a pobre mulher ainda carregue por 9 meses o produto dessa violência no ventre??".

Não, absolutamente não acho correto uma mulher ser estuprada. Mas, como dito acima e corroborado por inúmeras estatísticas em países onde o aborto é pemitido, na esmagadora maioria dos casos, as usuárias do procedimento não foram vítimas de estupro. Foram vítimas da própria burrice - e agora querem eliminar os vestígios disso.

Entenda:

Existe pílula do dia seguinte. Por burrice, não usam.

Existem pílulas diárias nas mais variadas doses e configurações. Por burrice, não usam. Ou usam errado (100% das mulheres que engravidam tomando pílula acham que fazem parte dos 0,3% de falha sob uso perfeito do método).

Existem cremes espermicidas. Por burrice, não usam.

Existem preservativos masculinos. Por burrice, não usam.

Existem métodos de barreira femininos. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais injetáveis mensais. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais injetáveis trimestrais. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais implantáveis. Por burrice, não usam.

Existem dispositivos intrauterinos. Por burrice, não usam.

Então fazem sexo desprotegido e, por burrice, acham que nada irá acontecer.

Quando engravidam, querem um aborto. Mas agora esta é uma "decisão soberana e INTELIGENTE". Um verdadeiro milagre da gênese da cognição espontânea.

Não se deseja legalizar o aborto exatamente para corrigir uma violência com outra. Deseja-se legalizar o aborto porque este é apenas mais um estágio de um longo raciocínio baseado em burrices sequenciais de pessoas que poderiam ter sido abortadas, mas foram abençoadas por suas mães com a bondade de não sê-lo.

11 junho 2018

COMO RECONHECER E LIDAR COM UM DELIRANTE ESQUERDOZOIDEANO

Em ano de eleição, e com as tensões ideológicas crescendo exponencialmente na atmosfera das redes sociais, uma figura vem se tornando cada vez mais frequente: o Esquizoide Esquerdista - ou, simplificando, o Esquerdozoideano.

Como reconhecer e lidar com esta entidade delirante?

1) PERSONALIDADE FUJONA: quanto confrontado com números e estatísticas que contradizem seu ponto de vista doutrinário, um esquerzoideano comumente se exime de tomar uma posição. Quando perguntados: "Em termos de renda per capta e desenvolvimemto humano, o capitalismo é indubitavelmente superior ao comunismo - CERTO ou ERRADO?",  em 99,99% das vezes eles são incapazes de responder objetivamente a isto. Não aceite seguir na argumentação ANTES de seu maluco de estimação emitir uma posição clara e objetiva quanto ao que foi dito.

2) O CAMALEÃO NERVOSINHO: sob pressão, nosso transtorno psiquiátrico ambulante costuma expor uma miríade de outras perguntas ou subtemas tentando escapar de resolver qualquer premissa inicial que lhe incomode - é a chamada Falácia do Espantalho. Não caia nessa: insista para que a premissa inicial seja respondida. Você moveu uma peça de xadrez, não movimente outra apenas porque ele ficou irritado e replicou dizendo que o céu é azul e as rosas são vermelhas. É uma partida de xadrez, não um concurso de sonetos.

3) O COITADO: se a técnica de confundir o tema principal jogando sobre a mesa uma sequência de conclusões que mal se relacionam (quando muito...) obliquamente ao questionamento principal, o Esquerdozoideano adotará a postura de "vítima da ignorância e da intolerância reacionária opressora alheia" e citará algo sobre luta de classes e "raiva que os ricos têm dos pobres", mas em momento algum fundamentará seus argumentos com fatos ou evidências, apenas opiniões doutrinárias. O Esquerdozoideano é apaixonado por digressões e incongruências morais, mas tem uma alergia mortal a números, indicadores, matemática e estatística.

4) A NEGAÇÃO PATOLÓGICA: finalmente, despido de suas fantasias psicóticas, o Esquerdozoideano cometerá a imoralidade intelectual de afirmar que "o comunismo nunca existiu" e, quase com certeza, irá lhe acusar de ser fascista e dirá algo como "Vá estudar pra ver se você aprende alguma coisa!". De todos, este - negar a ocorrência de regimes comunistas nos séculos XX e XXI - é o subterfúgio mais profundamente medíocre e desonesto, podendo ser considerado um transtorno de personalidade com ares de mitomania.

Quando este for o caso, recomende que ele ou ela faça um favor a nós, reles mortais iletrados, enviando um email para historiadores, editoras, escolas, universidades, cursos de pós-graduaçâo e sociólogos autores de livros - entre outros -, para que eles atualizem os conceitos com base nessa sua opinião "genial".

Para facilitar o confronto com a desonestidade ou a indecência intelectual da argumentação Esquerdozoideana, deixo alguns links para que ele ou ela inicie sua "doutrinação iluminadora". Tudo que nosso alucinado precisa fazer é montar em seu unicórnio cor de rosa com chifre de purpurina e começar acessando sugestões como:

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Estado_comunista

https://www.infoescola.com/historia/comunismo-no-mundo-atualmente/amp/

https://www.cartacapital.com.br/internacional/o-que-sobrou-do-comunismo/@@amp

https://noticias.uol.com.br/especiais/muro-berlim-20-anos/ultnot/2009/11/07/ult8884u24.jhtm

https://googleweblight.com/i?u=https://cs.stanford.edu/people/eroberts/cs181/projects/2007-08/communism-computing-china/index.html&hl=pt-BR

http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Communism

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Communist_state

https://www.thoughtco.com/communist-countries-overview-1435178

https://www.infoplease.com/world/political-statistics/communist-countries-past-and-present

https://financesonline.com/10-most-recent-current-communist-nations-in-the-world/

https://study.com/academy/lesson/communist-countries-past-present.html

https://www.seeker.com/amphtml/these-are-the-last-five-communist-countries-2014751490.html

http://www.scielo.br/pdf/rbh/v28n56/12.pdf

http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-comunista-do-brasil-pc-do-b

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451990000100009

http://www.scielo.br/pdf/ln/n75/07.pdf

POR QUE O COMUNISMO É UMA DOENÇA MENTAL?

Os países auto-intitulados comunistas que ainda existem no mundo apresentam um IDH médio de 0,703, ao passo em que os países onde o livre mercado (capitalismo) é mais forte apresentam um IDH médio de 0,923.

Em outras palavras: o regime “ideologicamente mais igualitário, eficiente e justo” está associado a sociedades com uma qualidade de vida 31% INFERIOR àquela dos países onde reina o “maldito capitalismo imperalista opressor egocêntrico”.

China, Coreia do Norte, Vietnã, Laos e Cuba apresentam um PIB per capta médio equivalente a APENAS 12% daquele dos cinco países mais capitalistas. O comunismo combate a riqueza homogeneizando a pobreza. O capitalismo oferece a chance de escapar da miséria por meio do comércio, da livre iniciativa e da meritocracia objetivista.

Se o socialismo-comunismo é tão melhor assim que o capitalismo, por que os regimes do primeiro modelo são absurdamente menos produtivos e precisam restringir a circulação de seus cidadãos? Por que as pessoas arriscam a própria vida para fugir dos primeiros em busca de uma oportunidade nos segundos?

Qualquer pessoa que ainda defenda a filosofia do comunismo ou critique os méritos do capitalismo é, no mínimo, hipócrita, ingênua, mal intencionada ou simplesmente doente mental.

UM DIA FILOSOFICAMENTE PROVÁVEL NO POSSÍVEL GOVERNO BOLSONARO

O Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, manifestou hoje seu descontentamento com o ritmo das mudanças para incremento da economia. "Assumi com a proposta de lutar duramente para alavancar o crescimento econômico, porém a falta de um apoio mais explícito da Casa Civil tem sido um obstáculo extra para a aprovação de muitas dessas medidas". Paulo Guedes assumiu que "algumas  alterações podem ser até impopulares, mas não há como negar que são necessárias e fundamentais para conduzir o trabalho com a seriedade que ele merece. Não colheremos frutos reais repetindo as medidas demagógicas de sempre".

Em entrevista, o Ministro das Comunicações manifestou-se quanto às declarações de Paulo Guedes dizendo que "grandes navios não fazem curvas fechadas", e que "um ritmo de mudanças mais acelerado que o atual poderia provocar instabilidade institucional no país". Além disso, afirmou o Ministro, "o Sr. Paulo Guedes precisa lembrar quem é o Presidente, que foi eleito pelo voto popular, e qual papel cabe a um ministro dentro do governo". "Ou soma, ou some", finalizou.

Dois dias depois: A crise ministerial levou o Presidente Bolsonaro a reunir-se com Paulo Guedes no Palácio Alvorada nesta noite. A reunião exclusiva e a portas fechadas durou mais de 3h e teve como pauta as recentes queixas do ministro com relação às condescendências da política econômica. Segundo o Ministro, a relutância do governo em apoiar propostas feitas durante a campanha tem levado a um desgaste da imagem do presidente e a uma desconfiança do mercado quanto à legitimidade de suas intenções. "Não estamos sendo honestos com a ideologia liberal de Estado Mínimo que defendemos com unhas e dentes antes da eleição", desabafou Guedes.

Cinco dias depois: Em um pronunciamento em cadeia nacional, onde teceu uma avaliação dos rumos e das conquistas dos primeiros 6 meses de gestão, o Presidente Bolsonaro reiterou seu apoio ao Ministro da Fazenda. "O Paulo é um dos pilares do meu governo e conta com minha aprovação incondicional. Estou mais do que empenhado em defender sua permanência no Ministério".

Sete dias depois: Paulo Guedes apresenta sua renúncia ao Ministério da Fazenda. Desentendimentos na condução da política econômica tornaram sua permanência no governo insustentável. "Vim para colaborar em uma reconstrução. A esta altura de minha vida, é inadmissível aceitar ser um coadjuvante em um teatro de fantoches", desabafou o ex-ministro. Para seu lugar, foi indicado o economista mineiro...

POR QUE NUNCA HOUVE DIREITA NO BRASIL?

Muitas pessoas delirantes acusam a "política da direita burguesa opressora" do Brasil de uma série de maluquices, desde uma pretensa "luta de classes" (a "elite de direita" não toleraria ver operários frequentando faculdades ou andando de avião) até uma improvável "cultura reacionária de atraso" (os "reaças" querem manter o Estado gigante para subjugar as intenções benévolas dos revolucionários do povo).

O problema é que o Brasil NUNCA teve Direita. NUNCA conheceu governos, políticos ou políticas públicas de direita, mas apenas nuances esquerdistas.

Para esclarecer isso, é preciso que você compreenda alguns conceitos básicos:

O COMUNISMO é uma doutrina social segundo a qual se pode e deve "restabelecer" o que se chama "estado natural", em que todos teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada.

O SOCIALISMO refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização econômica que advogam a administração e propriedade pública ou coletiva dos meios de produção e distribuição de bens, propondo-se a construir uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades e meios para todos os indivíduos empregando métodos isonômicos de compensação. Atualmente, teorias socialistas são partes de posições da esquerda política, relacionadas com as atuações do Estado de bem-estar social.

Em resumo: COMUNISMO E SOCIALISMO são basicamente a mesma coisa, apenas com nomes diferentes. Ambos defendem um Estado gigantesco (para ser capaz de restabelecer o que chamam de “nosso estado natural”), paternalista (construção da sociedade através de “métodos isonômicos de compensação”), ideologicamente inimigo da propriedade privada e controlador da liberdade, das oportunidades, dos meios de produção e da distribuição de bens.

Por convenção, consideramos ideologias Socialistas e Comunistas como sendo de ESQUERDA, certo?

Então o que seria Direita? Simples: o diametralmente oposto à esquerda. Portanto, uma ideologia de DIREITA é aquela em que temos:

1 - Um Estado que aceita o fato de que nem todos terão o mesmo “direito” a tudo. Você não tem direito a ser rico ou feliz, ou ter um diploma universitário, um emprego ou um corpo sarado. É SEU dever esforçar-se por meio da sua vontade e do seu empenho disciplinado para atingir os objetivos que aspira. Satisfazer seus desejos e ambições não é – tampouco foi um dia - um dever do Estado.

2 - Um Estado que protege a propriedade privada.

3 - Um Estado que NÃO SE METE com a administração dos meios de produção e distribuição de bens. Não cabe ao Estado fabricar automóveis ou geladeiras ou microondas ou vender máquinas de lavar roupa ou celulares, do mesmo modo que não cabe ao Estado ser dono de rodovias, ferrovias, refinarias, portos ou aeroportos.

4 - Um Estado que não interfere na liberdade de mercado utilizando subterfúgios escusos e objetivos pífios escondidos sob a égide bacana de “método isonômico de compensação”.

5 -  Um Estado que preserva a liberdade de ideias e expressão.

Considerando agora o conjunto destes 5 itens que caracterizam uma política de DIREITA, reflita: QUANDO tivemos governos alinhados a estes princípios?

O PETISMO E A SÍNDROME DE NEGAÇÃO DA REALIDADE

A atual crise econômica no Brasil teve início em meados de 2014, mas suas raízes começaram a ser plantadas quase 10 anos antes.

A partir do final da década de 1990 até o início de 2012, a explosão do crescimento Chinês ocasionou um enorme aumento na demanda por commodities (matérias-primas e produtos agrícolas), o que favoreceu o Brasil.

Entretanto, a crise econômica mundial de 2008 não tardaria a chegar por aqui: a diminuição da demanda externa, em especial da China, somado à queda nos preços das commodities, revelou as fraquezas estruturais do país, como a baixa produtividade, e começou a minar nossa economia.

Ao final do governo Lula em 2010, o país registrou uma taxa de crescimento do PIB de 7,5%, a maior expansão desde 1986. Porém, o estímulo ao consumo não foi acompanhado pelo crescimento na produtividade. Pelo contrário: o governo manteve seu exagero nos gastos, nos empréstimos subsidiados e em incentivos fiscais equivocados. A política de forte intervenção governamental na economia combinou política monetária (com a redução da taxa de juros) e política fiscal com dirigismo no investimento, elevação de gastos, concessões de subsídios e intervenção em preços.

Como consequência, a taxa de crescimento do produto potencial da economia brasileira saiu da faixa de 4% ao ano para menos de 2% ao ano. O setor público abandonou um superávit primário de 2,2% em 2012 e gerou um déficit primário de 2,7% em 2016. A dívida pública aumentou e as famílias passaram a se endividar mais.

Em 2016, os efeitos da crise econômica - que vinha sendo cozinhada nos anos anteriores - finalmente alcançaram a população. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no ano, quase metade dos entrevistados (48%) passou a usar mais transporte público; 34% deixaram de ter plano de saúde; e 14% das famílias trocaram a escola dos filhos de particular para pública - percentuais superiores aos verificados em 2012 e 2013.

Para sair do buraco, várias medidas foram adotadas - a maioria delas, vistas como impopulares. O Novo Regime Fiscal estabeleceu um limite (teto) para o crescimento dos gastos do Governo Federal por 20 anos. A Lei da Terceirização permitiu a terceirização do trabalho também para atividades-fim. A Reforma Trabalhista alterou itens Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No começo de 2017, já havia sinais de recuperação econômica. O desemprego recuou 4,8%, o preço dos alimentos diminuiu 1,56%, e as exportações aumentaram 18,5%. A liberação do saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) permitiu reduzir a inadimplência e aumentar o consumo, injetando 41,8 bilhões de reais na economia.

Somadas, as medidas do governo pós-Dilma conseguiram fechar 2017 com um índice acumulado de inflação de 2,46% - o menor desde 1999 (2,24%) - e um crescimento de 1% no PIB - certamente pífio, mas pelo menos melhor que o encolhimento de 3,5% em 2016 e 3,8% em 2015.

Apesar de todos estes acertos, o cidadão brasileiro médio ainda parece desejar o retorno dos incompetentes que derrubaram a economia com assistencialismos populistas e irresponsáveis. Se cada povo de fato tem o governo que merece, nosso futuro não parece muito favorável...

05 junho 2018

CONSELHOS MÉDICOS PARA OTIMIZAR SEU TEMPO

Permita-me lhe fazer um alerta de saúde pública para prevenção de perda de horas preciosas:

Na presença de qualquer um dos sintomas, digo, "tendências argumentativas" abaixo, recomendo que você assuma que seu interlocutor possui um QI prático de 2 dígitos (sendo o da esquerda um ZERO) e simplesmente abstenha-se argumentar. Ainda que ele tenha um diploma qualquer, lembre-se: o transtorno mental que o aflige está além do alcance do seu bom senso.

Segue a lista das 10 manifestações psiquiátricas que você deve manter atenção:

1 - "A mídia é golpista"
2 - "O povo é oprimido"
3 - "Toda Moral é Relativa"
4 - "A Manuela D'Ávila tem ideias coerentes"
5 - "Qualquer criminoso pode e merece ser ressocializado"
6 - "O fim da "contribuição" sindical obrigatória vai lesar os trabalhadores"
7 - "Fora Temer!"
8 - "Pela defesa do direito das terras dos povos indígenas e sua soberania"
9 - "O capitalismo escraviza"
10 - "Lula (herói do povo brasileiro) livre!"

Se detectar qualquer um desses odores - QUALQUER UM! -, não invista no debate. Vá fazer um café, fumar um cigarro, levar o cachorro para dar uma volta ou lavar aquela louça que pacientemente lhe aguarda na pia.

No momento em que você aceita discutir com um idiota, passamos a ter 2 idiotas. Valorize seu tempo: ele é finito. A estultice desse povo aí, não.

03 junho 2018

UMA BREVE ANÁLISE DE 4 CANDIDATOS

A seis meses das eleições 2018, a movimentação dentro dos partidos segue intensa para definir quais serão os nomes dessa disputa. Alguns já podem ser dados mais ou menos como certos no pleito - alguns mais para menos, é verdade. Seriam eles:

1) Bolsonaro: teatral como as calças de Elvis Presley, útil como uma serra elétrica para escovar os dentes, falastrão e demagogo do jeito que o brasileiro gosta e, sobretudo, do jeito que o vulgo consegue entender. Tem uma dialética direta e sucinta composta por 3 vogais, meia dúzia de consoantes e vários dedos em riste.

Mais ou menos como seu semi-clone Cirogoma, Bolsomala tem um refinamento no trato de fazer corar um hipopótamo enraivecido. Alguns articuladores apostam que um horário extra para pronunciamentos no Animal Planet ou pelo menos uma vinheta no NatGeo serão decisivos para liquidar a fatura ainda no primeiro turno.

2) Ciro Gomes: paranoico com surtos eventuais de boa teoria e episódios tragicômicos recorrentes de descontrole emocional. Quando a conversa chega em "indicadores", dispara a regurgitar economês feito um locutor narrando o finalzinho de um páreo apertado e a gente fica ali, na torcida de ver no que vai dar aquela verborragia toda. Frequentemente, o palavreado dá em nada ou menos que isso - que o digam o caos da segurança e da saúde pública de sua nobre oligarquia, uma capitania hereditária chamada Ceará.

Versátil, em 36 anos de carreira já defendeu ideologias de todas as vertentes, conseguindo, ao mesmo tempo, ser um dos campeões em assiduidade de faltas nas sessões deliberativas da câmara.

3) Geraldo Alckmin: fala bem pra chuchu, é liso feito um quiabo, apreciado como um giló e eficiente como sementes de abóbora batidas com suco de ameixa. Se as eleições fossem para zelador da seção de hortifruti, Aoquemia ganhava fácil fácil. Recentemente, vem tendo problemas intestinais devido uma merenda mal digerida e rachaduras nos calcanhares decorrentes da umidade emitida por uma certa lavadora de pressão curitibana.

4) Marina Silva: nem as bençãos de São Francisco de Assis para as tartarugas Mariñas conseguem explicar este verdadeiro fenômeno de resiliência, fé, disposição e engajamento em prol do nada. Mas pelo menos é um nada em rede e com tons de verde amazônico, pra ficar mais bonito no noticiário internacional.

02 junho 2018

OS MALVADOS IMPERIALISTAS EXPLORADORES E A MISÉRIA INTELECTUAL DE PINDORAMA

Pela terceira vez em uma semana, recebo um video pelo whats informando que 1/3 do café bebido no mundo passa pelo porto de Santos, mas que a Alemanha é o terceiro maior exportador de café processado do planeta - em boa parte, graças aos grãos que compra do Brasil e do Vietnã.

Acompanhando o video, vem o comentário de que "Ah, veja só, nossas riquezas naturais sendo exploradas desde o Brasil colônia! Basta viajar pelo Brasil para constatar que ele foi, é e será sempre explorado!".

Seguinte: já viajei por 16 estados desse país incrível de carro, ônibus, avião, moto e a pé, ficando na casa de amigos, em hotéis, pousadas e hostels, acampando... tirei fotos, mergulhei, nadei, caminhei; conversei com professores PhD, empresários, pescadores, bugueiros e balseiros; conheci gente muito rica e muito simples; carimbei o asfalto com 7 costelas fraturadas e até esmaguei metade de um pulmão explorando o Tocantins. E digo:

Só tem uma raça que explora esse país sem dar o devido retorno ou valor a ele: são os mesmos que o habitam há séculos.

Os que compram mercadorias de nós, sejam da nacionalidade que for, não são usurpadores imperialistas xauvinistas malvados: são CLIENTES. Considerar opressor alguém que paga DINHEIRO para receber um produto ou serviço é patognomônico da velha mentalidade socialista-comunista de sempre.

Esse papo de "buááá... olha como somos explorados desde antes da lama do dilúvio..." é uma bobagem sem tamanho, uma pura autocomiseração misturada ao ancestral complexo vira lata.

Temos recursos, por que não explorá-los, fazer dinheiro e então reinvestir, fomentando a indústria e agregando valor aos commodities que ofertamos?

Vilanizar o comércio, o agronegócio ou o extrativismo planejado de exportação como "exploradores de nossas riquezas sacrossantas" é repetir um eco autovitimista falacioso, e todo este alarde é nada além do sintoma de uma doutrinação acadêmica criminosa que vem nos condenando à lama do subdesenvolvimento.

Mas vamos dar tempo ao tempo: de repente, cedo ou tarde os alarmistas alcançam as leituras certas.