22 outubro 2018

“AH, MAS A ESQUERDA DEFENDE A COMUNIDADE LGBT!”

É mesmo? Jura? Sei...

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas de homicídios contra homossexuais, os registros consolidados entre 1980 a 2000 mostravam uma média anual de 91 homicídios de homossexuais.

De 2002 a 2017, durante o reinado do criminoso Lula e seus asseclas, esta média subiu para 230 vidas ceifadas por ano.

Ou seja: durante os anos tenebrosos da sombra da Esquerda, os homicídios contra homossexuais AUMENTARAM nada menos que 252%.

Em uma entrevista concedida em 2012, o responsável pelo relatório do GGB, o Prof. Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia e fundador do grupo, afirmou que:

“A subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de crueldade e sangue. Como o Governo Federal se recusa construir um banco de dados sobre crimes de ódio contra homossexuais, baseamos tal relatório em notícias de jornal e internet, que com certeza está longe de cobrir a totalidade desses sinistros”.

Então, quando leio que o plano de governo do PT para as eleições presidenciais de 2018 “propõe políticas de enfrentamento à violência e ao preconceito e a criminalização da LGBTIfobia”, só posso pensar que esses caras não são apenas hipócritas: eles são MAQUIAVÉLICOS.

Basta consultar os dados estatísticos para ver que esta facção criminosa travestida de partido político, enquanto ocupou a Presidência da República, aumentou em 252% da taxa nacional de homicídios por homofobia.

Mas essa mesma facção criminosa tem a pachorra de afirmar que “brasileiras e brasileiros LGBTI+ tiveram um motivo extra para se orgulhar quando, em 2008, foi realizada a Primeira Conferência Nacional LGBT”.

Sério? Em 2008, 1 homossexual foi assassinado a cada 2 dias debaixo das barbas orgulhosas do PT, fechando o período com 187 homicídios. Em 2009, o “motivo extra para se orgulhar” resultaria em outros 198 assassinatos. Que grande “motivo extra para se orgulhar”.

De que adianta realizar conferências nacionais? Para tirar fotos de futuros cadáveres e conquistar o voto dos sobreviventes que não percebem como estão sendo manipulados?

E ainda tem gente dizendo que o Bolsonaro é que é o “homofóbico”.

Se entendessem pelo menos a matemática do Ensino Básico e tivessem qualquer apreço às EVIDÊNCIAS – e não aos seus preconceitos e às suas crenças infundadas -, essas pessoas perceberiam que o viés “fascista homofóbico” nunca esteve do lado do Bolsonaro, mas do lado da Esquerda.

É da Esquerda a responsabilidade pelo sangue da comunidade LGBT derramado nos últimos 15 anos. Foram eles que ocuparam o governo deste país durante todo este tempo – e nada fizeram a respeito do massacre de milhares de brasileiros.

Se a Esquerda tivesse qualquer traço de integridade, humildade ou honestidade, assumiria a responsabilidade pelos homicídios por homofobia que ocorreram SOB SEU GOVERNO, ao invés de tentar empurrar a conta de sua incompetência cruel para a única pessoa sensata e corajosa que se dispôs a corrigir a tragédia imensa que os apoiadores do Petismo fizeram com este país.

Por tudo isso, se você pertence à comunidade LGBT, tenho uma dica que merece sua atenção: dia 28, dê um basta na Era da Falsidade Vermelha.

Dia 28, vote pelo verde e amarelo, vote pela Justiça, pelo Bom Senso. Vote pela Ordem e pelo Progresso. Se tiver um mínimo de lucidez e inteligência, perceberá de que lado todos estes estão.


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Fontes dos dados consultados para esta postagem:

- https://oglobo.globo.com/brasil/eleicoes-2010/numero-de-assassinatos-de-gays-no-pais-cresceu-62-desde-2007-mas-tema-fica-fora-da-campanha-4984070
- http://www.ggb.org.br/assassinatos%20de%20homossexuais%20no%20brasil%202011%20GGB.html
- http://www.dhnet.org.br/dados/livros/dht/br/mott_homofob/ii_assassinatohomosexual.htm
- http://www.observatoriodeseguranca.org/dados/debate/viol%C3%AAncia/homofobia
- https://oglobo.globo.com/sociedade/assassinatos-de-lgbt-crescem-30-entre-2016-2017-segundo-relatorio-22295785
- http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-01/levantamento-aponta-recorde-de-mortes-por-homofobia-no-brasil-em
- http://www.pt.org.br/plano-de-governo-do-pt-defende-direitos-lgbti/


21 outubro 2018

"AH, SE BOLSONARO FOR ELEITO O DESEMPREGO IRÁ AUMENTAR"

Em 1989, no final do Governo Sarney, a taxa de desemprego equivalia a 4,6% da População Economicamente Ativa (PEA).

Em 1991, no meio do governo Collor, a taxa atingiu 7,2% e não parou mais de subir, alcançando 12,2% da PEA ao final do Governo FHC, em 2002.

Milagrosamente, com o início do governo Lula em 2003, as taxas foram diminuindo como se estivéssemos passando por uma extraordinária explosão de desenvolvimento econômico: saiu da herança de 12,2% de FHC e caiu para 9,8% em 2004; para 7,9% em 2007; e  então para maravilhosos 6,8% da PEA em 2010.

Puxa, que gênio desenvolvimentista o molusco, hein?

Hum, nem tanto.

O fato é que entre 1983 e 2002, o IBGE utilizava uma determinada metodologia para calcular a taxa de desemprego. Com a subida de Lula ao poder, os caras por lá decidiram mudar a mobília e fizeram umas alteraçõesinhas no cálculo.

Por exemplo: até 2002, quem desempenhasse 15h ou mais de atividade NÃO-REMUNERADA por semana, era considerado Empregado. De repente, essa atividade era trocada por bens ou outros serviços e esse cidadão, para o IBGE, era considerado empregado.

Com o início do primeiro mandato presidencial do criminoso preso Lula, esta linha de corte passou para 1h de trabalho NÃO-REMUNERADO por semana. Ou seja: para o IBGE, o cara que passa mais ou menos 8 minutos por dia cortando grama ou lavando carros para receber uma cesta básica ou em troca de uns goles de pinga, é considerado EMPREGADO segundo o IBGE.

Através da nova metodologia lulística, um malabarista de semáforo que ganha uns trocados também passou a ser considerado EMPREGADO, por exemplo.

E mais: um sujeito que está procurando emprego há 6 meses e não encontrou, ele não é um "desempregado", mas um DESALENTADO - e não participará dos cálculos do IBGE para as taxas de desemprego.

Pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar, também são deletadas do cálculo da taxa.

Pessoas que têm qualquer rendimento por meio de bicos, ainda que estes rendimentos sejam inferiores ao salário mínimo, também passaram a ser excluídas do cálculo da taxa de desemprego feito pelo IBGE.

E foi assim, construindo narrativas fantasiosas em cima de mudanças maliciosas no método de cálculo, que o Petismo conseguiu produzir o discurso mentiroso de "pleno emprego".

Se você realmente quiser fazer uma projeção realista sobre o desemprego em massa causado pelo petismo, considere que:

1) Em 1998, éramos 170 milhões de brasileiros e 6,6 milhões de desempregados 

2) Em 2018, somos 208 milhões de brasileiros e 14,2 milhões de desempregados.

3) OU SEJA: enquanto a população aumentou 22% nos últimos 20 anos, o número de desempregados aumentou 115%! 

Guardadas todas as devidas proporções, temos hoje CINCO VEZES MAIS PESSOAS DESEMPREGADAS que antes de sermos acometidos pelo pesadelo da Era Petista.

Os números produzidos até aqui pela Esquerda não são apenas falaciosos: são uma propaganda partidária ostensiva e imoral, uma manipulação terrorista da Verdade para manter um "plano egocêntrico de poder" às custas do sofrimento  real de todo um povo.

Se eu fosse da equipe do Bolsonaro, uma de minhas 10 primeiras medidas seria designar uma Força-Tarefa para passar um pente fino na metodologia do IBGE, recalculando os indicadores estratégicos para o nosso desenvolvimento com base na REALIDADE. Seria no mínimo curioso ver a multidão de esqueletos que sairiam do armário esquerdista.

14 outubro 2018

THOREAU, TIC TIC E O NIILISMO HEDONISTA PÓS-MODERNO

Um amigo compartilhou um vídeo onde um "filósofo" urbano, cheio de inspirações de puro niilismo hedonista típicas da pós-modernidade, diz que deveríamos abdicar de procurar vitórias ou conquistas, pois quem ganha "magoa os derrotados". Segundo o "filósofo", ele abandonou a "competição" do mundo para viajar em busca de um "sentido para a vida".

Me pergunto:

1) A Seleção Natural Darwiniana produziu a linhagem que resultou nos animais que nós somos. Como ela opera?

2) Pessoas que inventaram câmeras fotográficas, chips e programas de computador, por exemplo, e que permitiram que o registro do "filósofo" fosse gravado e divulgado, trabalhavam para vencer ou perder com suas ideias?

3) Se TODOS abdicassem da luta por uma vitória com receio de "magoar os derrotados", o mundo seria um lugar melhor e mais próspero?

O fato é que a vida não carece de um propósito: ela É o propósito em si.

Procurar outro sentido na vida é como um peixe cavar um poço no oceano para não morrer de sede.

E a "vitória na vida" está em realizar o máximo de seu potencial sem lesar fisicamente outras pessoas ou a propriedade de terceiros. Apenas cuide de colocar sua mira bem alto - como recomendou Thoreau.

Lembre-se da lição de Tic'Tic na película "10.000 a.C.".

No filme, lançado em 2008, há uma cena notável onde o experiente guerreiro Tic'Tic conversa com o jovem rebelde D'Leh.

Diz Tic'Tic:

"Um Bom Homem traça um círculo em torno de si e cuida daqueles que estão dentro - sua mulher, seus filhos. Outros traçam um círculo maior e trazem seus irmãos e suas irmãs. Mas alguns aceitam um destino maior: eles traçam em torno de si um círculo que inclui muitas, muitas outras pessoas".

Nossos antepassados foram alguns destes Homens e cabe apenas a você decidir qual tipo de Homem você será. Faça disto o seu propósito, e sua vida já terá sido uma vitória monumental.

12 outubro 2018

A DEONTOLOGIA DO ESTADO, A MALUQUICE DO AUXÍLIO-RECLUSÃO E O CANDIDATO ESFAQUEADO

Quando um Estado faz escolhas ruins e pessoas inocentes morrem, a quem devemos imputar Moralmente a culpa? Por exemplo: se o Estado decide que o limite de velocidade em uma determinada rodovia pode ser elevado de 80 km/h para 120 km/h, e isso resulta em um aumento de 5% do número de mortes por acidentes automobilísticos no local, o Estado poderia ser acionado judicialmente por isso?

Outro exemplo: durante uma discussão em um presídio, um dos condenados assassina outro. Uma vez que estas pessoas estavam em uma instituição sob a guarda do Estado, e só foram colocadas ali por terem violado regras determinadas pelo Estado – e não exatamente por elas –, o Estado poderia ser responsabilizado por esta morte?

Suponha agora que o Estado permita que um homicida progrida para uma pena condicional e, durante seu período de semi-liberdade, ele assassine alguém.

Nestes três casos, como agente Moral, o Estado deve ser considerado negligente ou omisso? Se positivo, e caso o Estado seja processado e condenado, como ele pagará por isso? Ressarcindo financeiramente as vítimas ou seus parentes? Mas isso significaria que tanto pessoas que concordam quanto aquelas que não concordam com as práticas do Estado seriam penalizadas na destinação dos recursos dos impostos recolhidos. Deontologicamente, isso é justo?

Alguns defendem que é um absurdo aplicar a ética Deontológica ao Estado, mas, ainda assim, ela é aplicada (1,2). Por exemplo: no Brasil, temos o Auxílio-Reclusão, um benefício previdenciário ao qual têm direito familiares de cidadão contribuinte que se encontra preso.

Segundo Maíra Cardoso Zapater, Doutora em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e especialista em Direito Penal, o princípio condutor do auxílio é o da proteção à família, uma vez que, estando o cidadão preso e impedido de trabalhar, a família não pode também ser punida, deixando de receber o benefício para o qual contribuiu a pessoa que se encontra momentaneamente encarcerada (3).

Digamos então que o homicida em liberdade condicional do exemplo acima assassinou o dono de uma loja durante uma tentativa de assalto. O dono da loja faz parte da estatística dos mais de 60 mil homicídios que ocorrem no Brasil a cada ano e o homicida recorrente, por meio do fruto de seus crimes ou através de seu emprego primário, era um contribuinte do INSS. O sujeito é preso e, durante seu período de reclusão, sua família – que até então usufruía livremente dos benefícios de seus roubos – receberá um auxílio derivado do INSS.

O auxílio será pago com orçamento da Previdência Social e o cálculo do valor a ser repassado será feito proporcionalmente aos anos em que o assassino trabalhou sob o Regime Previdenciário Geral. Todavia, a base de financiamento da Previdência vem das contribuições dos filiados ao INSS, o que abarca uma multiplicidade de fontes, incluindo trabalhadores, empregadores, aposentados e governo, em suas várias esferas. Em outras palavras: o recurso repassado não sairá diretamente da conta do homicida.

Quem pagará o auxilio serão os contribuintes do INSS, através de seus tributos, e todos nós, que recolhemos o imposto ao INSS – incluindo a família do logista assassinado, que segue recolhendo regularmente os impostos de seus funcionários (dentre eles, o INSS) -, estaremos financiando o bem estar da família do assassino que, em geral, tornou-se latrocida não por coerção, mas voluntariamente e pelas vantagens que esta atividade lhe proporcionava.

Deontologicamente, no Auxílio-Reclusão, o Estado assume seu papel de agente Moral, porém penaliza duplamente a família da vítima de homicídio. Primeiro, pela negligência em prover-lhe segurança. Segundo, ao utilizar seus impostos para ressarcir a família de um criminoso. É preciso ser um Utilitarista profundamente convicto – ou apenas muito maluco – para pensar que existe algum tipo de justiça nesse modo de agir.

Não obstante, se você não sofre de loucura e acha que este sistema deveria ser revisto, vou lhe dar uma notícia: adivinha qual candidato à Presidência da República se posicionou veementemente CONTRA a Deontologia invertida e perversa do Auxílio-Reclusão? (4)

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Referências:

1. Sunstein CR, Vermeule A. Is Capital Punishment Morally Required? - Acts, Omissions, and Life-Life Tradeoffs Ethics and Empirics of Capital Punishment. Stanford Law Review, 2005; 58:703-750.

2. Scheffler S. Doing and Allowing. Ethics, Jan 2004; 114(2):215-239.

3. Zapater MC, Roque MRF. Auxílio-reclusão: mitos e verdades sobre “a bolsa-bandido”, 19/09/2014. - Acessado em https://ponte.org/auxilio-reclusao-mitos-e-verdades-sobre-a-bolsa-bandido/

4. O CANDIDATO que luta CONTRA a imoralidade do Auxílio-Reclusão: http://jairbolsonaro2018.com.br/auxilio-reclusao-um-estimulo-ao-crime/

11 outubro 2018

“AH, MAS O LULISMO DIMINUIU A POBREZA!”


Se você anda ouvindo esse tipo de besteira por aí, aprenda de uma vez: quem fala que o socialismo-comunista do PT ou a ideologia de esquerda do ex-presidente presidiário reduziram a pobreza no Brasil está agindo com ignorância, analfabetismo funcional ou simplesmente por mau caratismo mesmo.

Segundo o Banco Mundial, para definir se uma pessoa é pobre, considera-se uma renda familiar igual ou inferior a US$ 5,5 / dia (ou cerca de R$390 / mês).  Dentro deste conceito, em 1998, 54 milhões de brasileiros viviam na linha de pobreza – o equivalente a 33% da população brasileira (1).

Em 2017, este número baixou para 50 milhões – ou 25% da população (2).

Então houve uma melhora?

Não! E entenda por quê:

A redução das pessoas vivendo em extrema pobreza (de 33% para 25%) não se deveu exatamente ao sucesso das políticas de distribuição de renda ou à “genialidade” na condução da economia. O motivo foi um pouco mais mesquinho: em 2009, um decreto baixado pelo Cefalópode presidiário estabeleceu padrões inferiores que aqueles do Banco Mundial para definir pessoas na linha de pobreza.

Basicamente, o que o governo fez foi descartar a renda de R$390/mês como linha de corte e estabelecer seu próprio parâmetro: para o governo lulista, apenas pessoas com renda inferior a RS$70 / mês (ou US$1,25/dia) passaram a ser consideradas “pobres” (3).

Mesmo reduzindo malandramente em 400% a linha de corte que definia “pobreza”, e mesmo distribuindo R$2,5 bilhões por mês através do Bolsa Família, os 16 anos da Era Petista no país não foram capazes de reduzir significativamente a pobreza.

Pelo contrário: tornaram 21% da população brasileira escravos dependentes de uma política assistencialista que não os leva a lugar algum.

Se mantivermos o valor do Banco Mundial (renda igual ou inferior a US$5,5 / dia) para definir a linha de pobreza, veremos que o número de pobres no Brasil em 2018 é de cerca de 52 milhões de pessoas – mais ou menos o mesmo do começo da Era Lula (4).

Então onde foi mesmo que os sucessivos governos petistas reduziram a pobreza e a miséria por aqui?






30 setembro 2018

AS ELEIÇÕES DE 2018, A LIBERDADE E O COMUNISMO PALEOLÍTICO

Desde que nossa espécie surgiu no período quaternário da era Cenozoica, temos medo da Liberdade.

Liberdade estava relacionada à falta de proteção, ao risco da fome, à exposição aos elementos da Natureza e a predadores que fariam de cada um de nós a sua próxima refeição.

Queríamos proteção. Ansiávamos por ela. Necessitávamos dela por uma simples questão de sobrevivência. E assim juntamos famílias e tribos agricultoras no Neolítico, saímos das cavernas e formamos vilas e cidades, que em seguida viraram Nações e Estados gerenciados por uma simbiose de Governos e líderes religiosos que sustentavam a proteção em nosso nome. Para apaziguar o medo da Liberdade, contávamos com a tutelagem de Reis e Homens Sagrados de plena autoridade, e a vida era boa e rotineira - ainda que breve.

No século XVI, algo começou a mudar e nos tornamos grávidos do Mercantilismo. No século XVIII, esta gestação pariu a Companhia Britânica das Índias Orientais e a Companhia das Índias Orientais Holandesas, e fomos finalmente apresentados ao produto mercantil que condicionaria a Era Moderna: o famigerado  Capitalismo.

O Capitalismo é pura Liberdade. Liberdade de ir e vir, liberdade de escolha de profissões, liberdade de compra e venda de produtos e serviços. Como toda Liberdade, o Capitalismo reintroduziu o medo. Sob seu manto, voltamos à insegurança ancestral e instintiva dos predadores - agora rebatizados de burgueses, patrões, opressores gananciosos e afins.

Obedecendo à Terceira Lei de Newton, a este movimento seguiu-se um contra-movimento, e fatias consideráveis de pessoas assustadas com a Liberdade começaram a engendrar maneiras de retornar à proteção tribal-familiar do Paleolitico. Encontraram uma resposta aos seus medos reeditando a planificação coletivista em ideologias como Socialismo e Comunismo.

Socialistas e Comunistas não são humanitários altruístas, mas crianças assustadas que desejam ardentemente a proteção de alguém que os salve de suas próprias insuficiências de caráter. São fracos que se ressentem da natureza competitiva da vida e que abdicaram da Força e da Honra necessárias para tomar as rédeas de seus destinos.

O Coletivismo não consiste no avanço na direção de uma sociedade igualitária, mas um retrocesso aos tempos em que a Liberdade era mais um pesadelo que um sonho.

Eventualmente, a evolução natural das sociedades baseadas em Liberdade e Auto-responsabilidade enterrará este conceito nas areias da História. Por enquanto, seguimos em convulsões adolescentes enquanto as memórias da infância Paleolítica vão gradativamente sendo deixadas para trás.

As eleições de 2018 são apenas a edição mais recente e próxima de uma dessas febres. Vai passar.

29 setembro 2018

OS ANTI-BOLSONAROS DE SEMPRE E A CAÇADA PELA NOVA DESCULPA

Uma conhecida minha de Facebook, empreendedora e politicamente engajada, iniciou uma pesquisa em sua página com a seguinte pergunta: “você poderia listar 10 coisas boas e produtivas que Jair Bolsonaro fez pelo país nesses 28 anos que pagamos seu salário?”.

Ela não é eleitora de #B17 e, após mais de dezenas de comentários e respostas no post, refutou cada um deles afirmando que o Deputado fez apenas “duas coisas boas e produtivas” – provavelmente referindo-se aos dois projetos de JB que viraram Lei.

Difícil entender exatamente o que nossa pesquisadora autônoma considera “coisas boas e produtivas”... Será que ela entende a função do Poder Legislativo, as competências de um Deputado Federal e o modus operandi da Câmara?

Vivemos em um país acostumado a um sistema presidencialista que beira o absolutismo monárquico com dominação faraônica, onde o deus-Presidente da República acumula o papel de Chefe de Governo e Chefe de Estado com expedientes de fazer inveja à Kaguya Otsutsuki – a vilã mais poderosa de todos os tempos no mangá Naruto.

Com tamanha autoridade e peso, qualquer outra figura da República tende a parecer irrisória quando comparada ao líder do Executivo – uma falha em nosso sistema que merece ser corrigida, mas que não cabe abordar aqui e agora.

Apesar de ter iniciado a vida política como um mero vereador no Rio de Janeiro, Bolsonaro teve uma ascensão inegável. Em 28 anos, conseguiu sair de uma posição absolutamente irrelevante de “baixo clero” para tornar-se o parlamentar MAIS INFLUENTE entre outros 513 políticos – isso em uma Casa que possui mais de 60% de seus ocupantes abertamente alinhados com ideologias de Esquerda e opostas à agenda de JB.

Tente imaginar uma grande empresa onde você conseguiu uma vaga no andar da Diretoria e começou a trabalhar como “o rapaz da fotocopiadora”. Após anos de ralação, o “rapaz da fotocopiadora” tornou-se o nome mais influente em uma Mesa Diretora extremamente poderosa composta por mais de 500 pessoas onde a esmagadora maioria não gosta ou não concorda com as opiniões dele. E ele chegou lá sem choro ou mimimi. Chegou na resiliência, sem colocar um preço ou vender sua integridade para subir mais rápido.

Ao longo de 28 anos, Bolsonaro apresentou centenas de propostas. Especificamente com relação a Projetos de Lei, manteve uma média de 6,5 projetos por ano – ou mais de 1 projeto a cada 2 meses, o que pode ser considerado um bom rendimento. Todavia, em média, a Câmara vota apenas cerca de 50 Projetos de Lei anualmente e nem todos são aprovados. Com um fluxo tão burocrático e lento, somente de 5% dos deputados conseguem apresentar projetos capazes de percorrer todos os labirintos de negociação e votação, tornando-se Leis de fato.

Faça outra pausa e imagine que, durante 60 dias, você fez uma extensa pesquisa sobre as necessidades de seu bairro. Conversou com os moradores, visitou casas, andou pelas ruas, sentiu a demanda das pessoas. Com base em tudo que percebeu, escreveu um trabalho bem fundamentado, obedecendo uma fórmula específica de promulgação, com texto, fecho, motivo e referências teóricas, solicitando que a prefeitura tomasse algumas providências para melhorar  a vida dos moradores. Você levou este trabalho na prefeitura, protocolou sua diligência e voltou ao seu bairro, começando tudo de novo.

De dois em dois meses, durante quase 30 anos, você repetiu esta rotina de consulta popular, pesquisa jurídica, estudo, redação e entrega de propostas por escrito – mas a prefeitura JAMAIS lhe deu qualquer retorno.

Isso fala mais sobre quem VOCÊ É ou sobre A PREFEITURA que lhe assiste?

Bolsonaro tem uma média de assiduidade na Câmara de 92%: das últimas 395 sessões realizadas até 20/09/2018, ele esteve presente em 364. Além dos projetos apresentados, participou de centenas de votações ao longo de sua carreira. Com o crescimento de sua popularidade, muitas vezes suas conversas com outros Deputados representaram o fiel na balança para a aprovação ou reprovação de propostas.

Se você for procurar por praças, escolas, hospitais, indústrias, quiosques de picolé ou lojas de bijuterias construídas e inauguradas por Deputados Federais, estará perdendo seu tempo. Esta não é a função do Legislativo. Sua função é Legislar – e isso inclui tanto apresentar Projetos de Lei e de Emendas Constitucionais quanto trazê-los ao conhecimento da sociedade, debater formal e informalmente seus conteúdos, propor alterações nos textos da Lei e, eventualmente, votá-las.

Tudo isso faz parte do trabalho de um Deputado. Mas não é algo que se aprende na escola. Por mais absurdo que possa parecer, em nosso país socialista, esse é o tipo de conhecimento cívico que você tem que ir atrás para obter. 

Então, quando alguém pergunta “você poderia listar 10 coisas boas e produtivas que o Bolsonaro fez pelo país nesses 28 anos que pagamos seu salário?”, eu me pergunto se essa pessoa entende ALGUMA COISA do Sistema Político sob o qual vive ou se está apenas caçando uma justificativa para continuar fazendo pirraça. Na maioria das vezes, a opção mais certa é a segunda, lamentavelmente.

SOBRE PAIS, FAMÍLIA, CAFÉ E O DESPERTAR DA FORÇA


Meus pais tiveram pais bem pobres e infâncias extremamente humildes. Extremamente humildes.

Por esforços próprios, durante o “preconceituoso e tirano período militar”, ambos estudaram e progrediram: dentro de algumas semanas, minha mãe irá se reunir com sua turma para celebrar os 50 anos de formatura em Engenharia Civil. Meu pai, falecido em 2013, sempre estudou em escolas públicas, formou-se em Medicina na Universidade Federal do Espírito Santo e trabalhou durante 30 anos como Pediatra.

Graças ao exemplo deles, tornei-me médico há mais de duas décadas e tenho – orgulhosamente – um casal de filhos trilhando o mesmo caminho profissional. Meu voto é #B17, sem pestanejar. Praticamente toda minha família fará o mesmo, com raras exceções pontuais que mal cabem nos dedos de uma mão.

Qualquer um que pretenda viver em um país mais seguro e próspero, qualquer pessoa que não seja covarde, que tenha fibra suficiente para pegar no batente e perseguir seus sonhos e objetivos com honra e disciplina, entende que há apenas um caminho a ser seguido nessas eleições – e ele passa pelo restabelecimento da ordem, pelo reconhecimento das capacidades produtivas e pela valorização do mérito individual. Essas pessoas também votam #B17.

Fora desse caminho, estão pessoas que preferem o autovitimismo ao trabalho duro; que optaram pela fraqueza de caráter ao invés da resiliência de espírito; que esperam receber como “direitos” tudo aquilo que a preguiça de desenvolver suas habilidades não lhes permitiu; que defendem um mundo “mais justo” desde que esta “justiça” não atrapalhe a satisfação de seu próprio hedonismo instantâneo. Algumas delas, até de boa índole (e muitas tão humildes quanto a infância de meus pais), talvez apenas não tenham sido capazes de fazer o correto julgamento da realidade, obcecadas que estão em validar suas opiniões emocionais – ainda que isso signifique sacrificar qualquer aplicação de Lógica racional para o momento.

Essas pessoas deveriam ler Ayn Rand, Mises, Hayek e Thomas Sowell para aprender como ser adultos e parar de perder tempo com pirraças sentimentais, pois a opção que se apresenta ao “Elenao” é uma reedição de uma daquelas esquizofrenias socialistas que só espalharam terror e miséria por onde quer que tenham passado. Essas pessoas deveriam acordar. Se estiverem dispostas, levo pessoalmente o café – e alguns livros.