© Dr. Alessandro Loiola
Pacientes hipertensos que mantém sua pressão arterial (PA) acima ou abaixo dos níveis considerados ideais apresentam um risco maior de morte precoce ou de desenvolver insuficiência renal.
O estudo, envolvendo mais de 390 mil pacientes acompanhados por 4 anos e publicado em agosto de 2014 no Journal of the American College of Cardiology, foi importante por ter enfatizado o risco do tratamento excessivo em pessoas hipertensas.
Os pesquisadores observaram uma curva mostrando prognósticos piores para pessoas com PA sistólica acima de 139 e abaixo de 130 mmHg e diastólica acima de 79 e abaixo de 60. Uma PA de 137/71 mmHg foi a que apresentou o menor risco de morte precoce ou insuficiência renal.
Para pacientes diabéticos, a PA com o menor risco foi de 131/69 mmHg; e para pacientes com idade igual ou acima de 70 anos, a PA de menor risco foi de 140/70 mmHg.
E você, já verificou sua pressão arterial essa semana?
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28 setembro 2014
09 setembro 2014
SOJA PARA SUA SAÚDE
© Dr. Alessandro Loiola
Quando a primeira filha nasceu, minha esposa não teve leite suficiente para alimentá-la e fui encaminhado pelo pediatra à farmácia mais próxima para comprar uma lata de leite de vaca em pó. Voltei praguejando aos sete ventos pelo preço da lata – que, depois de aberta, mostrou ser ainda mais cara, pois metade era cheia de vento. Apenas a outra metade continha o famigerado pó.
Para provar que nada está tão ruim que não possa piorar um pouquinho, a pequena cria que colocamos no mundo teve alergia também ao leite de vaca em pó. Mais uma vez, o pediatra me encaminhou à farmácia mais próxima, mas dessa vez pelo menos ele foi camarada e avisou:
- Você vai comprar esse aqui, de soja. É muito bom, praticamente não dá alergia, mas é um pouco mais caro que o leite que você estava comprando antes.
Um pouco mais caro? Pura modéstia dele. Cada lata do leite de soja para bebês valia umas 5 latas do leite em pó comum. Naqueles tempos de inflação galopante, investir em latas de leite de soja quase superava a especulação com dólares, aproximando-se com vantagens do overnight.
Apesar de todo meu investimento nas latas terminar se transformando em fraldas e mais fraldas contendo subprodutos do metabolismo do bebê, o gasto valeu à pena. A soja mostrou-se uma excelente opção de suplemento alimentar e a pequena criança indefesa cresceu para se tornar uma típica adolescente inteligente, emburrada e com crises de TPM assustadoras.
O contato mais aprofundado com a soja naqueles anos despertou em mim um sincero respeito por este alimento excepcional. Leguminosa pertencente à mesma família do feijão, da lentilha e da ervilha, a soja é altamente nutritiva e riquíssima em proteínas.
Originário da China, o grão adaptou-se bem ao clima brasileiro. Atualmente, sua área de plantio no país é quase duas vezes maior que o tamanho da Inglaterra. Para você ter uma idéia melhor do que é isso: uma fila de caminhões, contendo a produção brasileira de soja de todo um ano, seria suficiente para dar mais de uma volta e meia em torno do planeta.
Nas últimas décadas, as pesquisas vêm mostrando que a soja pode fazer pequenas maravilhas à sua saúde. Quer exemplos?
Uma pesquisa publicada em 1995 na prestigiada revista cientifica New England Journal of Medicine mostrou que o consumo de produtos derivados da soja é capaz de reduzir os níveis sangüíneos de gorduras. Estudos subseqüentes realizados na Itália e no Canadá comprovaram este efeito protetor da soja: pessoas com concentrações muito elevadas de colesterol LDL (o colesterol “ruim”) podem reduzir estes níveis em até 24% apenas diminuindo o consumo de carnes vermelhas e consumindo pelo menos 50 gramas proteínas de soja por dia.
Os cientistas descobriram ainda que fitoquímicos presentes na soja, especialmente um chamado Genisteína, parecem ser capazes de reduzir o risco para osteoporose e doenças cardiovasculares.
Um modo bem simples de incorporar a soja à sua dieta habitual consiste em tomar um ou mais copos de leite de soja por dia: cada copo contém cerca de 4-10 gramas de proteína de soja. Cem gramas de Tofu, um queijo elaborado a partir do leite de soja, possuem cerca de 12 gramas de proteína de soja, e representa outro modo saboroso de consumir o grão.
A soja pode ser consumida ainda na forma de farinhas, pasta (Missô), molho (Shoyu), torrada (como amendoim) ou em cápsulas contendo extratos padronizados.
Mas lembre-se: o equilíbrio é fundamental. O consumo excessivo de soja (p.ex.: mais de 500 mL de leite de soja, ou 200 gramas de Tofu ou 50 gramas do grão torrado) pode resultar em problemas na glândula tireóide (Hipotireoidismo) e dificuldade de absorção de alguns sais minerais importantes para sua saúde. Ao introduzir a soja na sua dieta, faça-o de modo sensato e balanceado, de preferência após aconselhamento de um médico ou nutricionista.
Quando a primeira filha nasceu, minha esposa não teve leite suficiente para alimentá-la e fui encaminhado pelo pediatra à farmácia mais próxima para comprar uma lata de leite de vaca em pó. Voltei praguejando aos sete ventos pelo preço da lata – que, depois de aberta, mostrou ser ainda mais cara, pois metade era cheia de vento. Apenas a outra metade continha o famigerado pó.
Para provar que nada está tão ruim que não possa piorar um pouquinho, a pequena cria que colocamos no mundo teve alergia também ao leite de vaca em pó. Mais uma vez, o pediatra me encaminhou à farmácia mais próxima, mas dessa vez pelo menos ele foi camarada e avisou:
- Você vai comprar esse aqui, de soja. É muito bom, praticamente não dá alergia, mas é um pouco mais caro que o leite que você estava comprando antes.
Um pouco mais caro? Pura modéstia dele. Cada lata do leite de soja para bebês valia umas 5 latas do leite em pó comum. Naqueles tempos de inflação galopante, investir em latas de leite de soja quase superava a especulação com dólares, aproximando-se com vantagens do overnight.
Apesar de todo meu investimento nas latas terminar se transformando em fraldas e mais fraldas contendo subprodutos do metabolismo do bebê, o gasto valeu à pena. A soja mostrou-se uma excelente opção de suplemento alimentar e a pequena criança indefesa cresceu para se tornar uma típica adolescente inteligente, emburrada e com crises de TPM assustadoras.
O contato mais aprofundado com a soja naqueles anos despertou em mim um sincero respeito por este alimento excepcional. Leguminosa pertencente à mesma família do feijão, da lentilha e da ervilha, a soja é altamente nutritiva e riquíssima em proteínas.
Originário da China, o grão adaptou-se bem ao clima brasileiro. Atualmente, sua área de plantio no país é quase duas vezes maior que o tamanho da Inglaterra. Para você ter uma idéia melhor do que é isso: uma fila de caminhões, contendo a produção brasileira de soja de todo um ano, seria suficiente para dar mais de uma volta e meia em torno do planeta.
Nas últimas décadas, as pesquisas vêm mostrando que a soja pode fazer pequenas maravilhas à sua saúde. Quer exemplos?
Uma pesquisa publicada em 1995 na prestigiada revista cientifica New England Journal of Medicine mostrou que o consumo de produtos derivados da soja é capaz de reduzir os níveis sangüíneos de gorduras. Estudos subseqüentes realizados na Itália e no Canadá comprovaram este efeito protetor da soja: pessoas com concentrações muito elevadas de colesterol LDL (o colesterol “ruim”) podem reduzir estes níveis em até 24% apenas diminuindo o consumo de carnes vermelhas e consumindo pelo menos 50 gramas proteínas de soja por dia.
Os cientistas descobriram ainda que fitoquímicos presentes na soja, especialmente um chamado Genisteína, parecem ser capazes de reduzir o risco para osteoporose e doenças cardiovasculares.
Um modo bem simples de incorporar a soja à sua dieta habitual consiste em tomar um ou mais copos de leite de soja por dia: cada copo contém cerca de 4-10 gramas de proteína de soja. Cem gramas de Tofu, um queijo elaborado a partir do leite de soja, possuem cerca de 12 gramas de proteína de soja, e representa outro modo saboroso de consumir o grão.
A soja pode ser consumida ainda na forma de farinhas, pasta (Missô), molho (Shoyu), torrada (como amendoim) ou em cápsulas contendo extratos padronizados.
Mas lembre-se: o equilíbrio é fundamental. O consumo excessivo de soja (p.ex.: mais de 500 mL de leite de soja, ou 200 gramas de Tofu ou 50 gramas do grão torrado) pode resultar em problemas na glândula tireóide (Hipotireoidismo) e dificuldade de absorção de alguns sais minerais importantes para sua saúde. Ao introduzir a soja na sua dieta, faça-o de modo sensato e balanceado, de preferência após aconselhamento de um médico ou nutricionista.
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29 agosto 2014
Vai uma aspirina aí?
© Dr. Alessandro Loiola
Médico – CRMSP 142.346
dralessandroloiola.blogspot.com/
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Há algum tempo sou fã da aspirina. Substância danada de versátil. Na época da residência já tinha notícias de que ela, além de proteger contra doenças cardiovasculares e suas complicações, talvez oferecesse também proteção contra o câncer.
Demorou, mas finalmente os especialistas declararam sem meias palavras que os benefícios da aspirina na prevenção de certos tumores malignos existem e são maiores que os riscos de tomar o remédio. Esta conclusão fui publicada online no Annals of Oncology no começo de Agosto/2014.
O estudo mostrou que se todas as pessoas entre 50 e 65 anos de idade começassem a tomar uma aspirina diariamente durante pelo menos 10 anos, veríamos uma redução de 9% no número de neoplasias, derrames e infartos entre os homensm, e de cerca de 7% entre as mulheres. O número total de mortes também seria reduzido em 4% durante um periodo de 20 anos.
Os tumores mais afetados são os cânceres no intestino grosso, no esôfago, no estômago, nas mamas, na próstata e nos pulmões. Os benefícios começam a aparecer após 3 anos de uso, e o risco de morte começa a cair após 5 anos. Doses de 75 a 100 mg diárias já são suficientes para provocar esse efeito.
Depois da cessação do tabagismo e do controle da obesidade, tomar uma dose de ácido acetil salicílico diariamente é a coisa mais importante que você pode fazer para diminuir suas chances de ter um câncer.
Vai uma aspirina aí?
Médico – CRMSP 142.346
dralessandroloiola.blogspot.com/
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Há algum tempo sou fã da aspirina. Substância danada de versátil. Na época da residência já tinha notícias de que ela, além de proteger contra doenças cardiovasculares e suas complicações, talvez oferecesse também proteção contra o câncer.
Demorou, mas finalmente os especialistas declararam sem meias palavras que os benefícios da aspirina na prevenção de certos tumores malignos existem e são maiores que os riscos de tomar o remédio. Esta conclusão fui publicada online no Annals of Oncology no começo de Agosto/2014.
O estudo mostrou que se todas as pessoas entre 50 e 65 anos de idade começassem a tomar uma aspirina diariamente durante pelo menos 10 anos, veríamos uma redução de 9% no número de neoplasias, derrames e infartos entre os homensm, e de cerca de 7% entre as mulheres. O número total de mortes também seria reduzido em 4% durante um periodo de 20 anos.
Os tumores mais afetados são os cânceres no intestino grosso, no esôfago, no estômago, nas mamas, na próstata e nos pulmões. Os benefícios começam a aparecer após 3 anos de uso, e o risco de morte começa a cair após 5 anos. Doses de 75 a 100 mg diárias já são suficientes para provocar esse efeito.
Depois da cessação do tabagismo e do controle da obesidade, tomar uma dose de ácido acetil salicílico diariamente é a coisa mais importante que você pode fazer para diminuir suas chances de ter um câncer.
Vai uma aspirina aí?
18 agosto 2014
O Uso de cocaína pode aumentar o risco de uma pessoa sofrer um derrame?
© Dr. Alessandro Loiola
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos/
Um estudo recente do Centro Nacional de Epidemiologia & Instituto de Saúde Carlos III, da Espanha, mostrou que usuários de cocaína possuem um risco até 20 vezes maior de sofrer um derrame (AVC) em comparação a não-usuários.
Esta foi a primeira revisão sistemática que avaliou e sumarizou as evidências científicas de outros estudos epidemiológicos abordando o uso de cocaína e a incidência de AVC. A pesquisa foi publicada na edição de setembro/2014 da prestigiada revista Drug and Alcohol Dependence.
A cocaína atua aumentando a pressão arterial, a frequência cardíaca e resistência vascular no sistema nervoso central. Estes eventos reduzem o fluxo sanguíneo e o aporte de oxigênio cerebral por várias horas, podendo resultar em AVC isquêmico ou hemorrágico. Além disso, a cocaína intensifica a coagulação sanguínea e pode produzir arritmias cardíacas – ingredientes perfeitos para a formação de êmbolos no coração que são em seguida disparados em direção ao cérebro.
Certamente, a cocaína não é uma escolha segura para “fazer a cabeça”.
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos/
Um estudo recente do Centro Nacional de Epidemiologia & Instituto de Saúde Carlos III, da Espanha, mostrou que usuários de cocaína possuem um risco até 20 vezes maior de sofrer um derrame (AVC) em comparação a não-usuários.
Esta foi a primeira revisão sistemática que avaliou e sumarizou as evidências científicas de outros estudos epidemiológicos abordando o uso de cocaína e a incidência de AVC. A pesquisa foi publicada na edição de setembro/2014 da prestigiada revista Drug and Alcohol Dependence.
A cocaína atua aumentando a pressão arterial, a frequência cardíaca e resistência vascular no sistema nervoso central. Estes eventos reduzem o fluxo sanguíneo e o aporte de oxigênio cerebral por várias horas, podendo resultar em AVC isquêmico ou hemorrágico. Além disso, a cocaína intensifica a coagulação sanguínea e pode produzir arritmias cardíacas – ingredientes perfeitos para a formação de êmbolos no coração que são em seguida disparados em direção ao cérebro.
Certamente, a cocaína não é uma escolha segura para “fazer a cabeça”.
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