© Dr. Alessandro Loiola
Uma meta-análise realizada por pesquisadores chineses esclareceu a quantidade de frutas e vegetais que uma pessoa deve ingerir diariamente para diminuir seu risco de morte precoce por doenças cardiovasculares: o número mágico é 5.
O consumo diário de pelo menos uma porção de frutas ou legumes por dia (em comparação ao não-consumo) associou-se a uma redução de 8% no número de mortes precoces. O consumo de 5 ou mais porções associou-se a uma redução de 26%. Para além de 5 porções, não foi observada diminuição adicional no risco.
Leve esta ideia na cesta quando for fazer a próxima feira.
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26 setembro 2014
08 setembro 2014
Estatinas: o que fazer?
© Dr. Alessandro Loiola
dralessandroloiola.blogspot.com/
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Sempre fui meio pirracento com novas drogas vendidas como panaceia para certas doenças. Isso foi algo bem típico no caso das Estatinas, medicamentos utilizados para corrigir os níveis de colesterol no organismo.
Existe um consenso de que a redução do colesterol reduz também o risco de doenças cardiovasculares – é a chamada “prevenção primária”.
O problema começa com o fato de que as estatinas ainda não foram bem estudadas em todos os grupos etários. A maior parte dos estudos envolvendo essas drogas foi patrocinada por indústrias farmacêuticas (oh, não...!) e realizada em adultos jovens e do sexo masculino. E esta é uma pegadinha maldosa, pois BAIXOS níveis de colesterol em idosos TAMBÉM estão associados a um aumento no número de mortes.
E então: vamos tratar pessoas ou continuar tratando doenças?
A verdade dos fatos (leia-se: evidência científica) é que dar estatinas a pacientes de baixo risco, sem doença cardíaca prévia, não produz qualquer efeito sobre os índices de mortalidade. Suas chances de morrer SEM a droga são as mesmas que COM a droga, a despeito do quanto a estatina reduza seu colesterol.
Como se isso não bastasse, as estatinas aumentam o risco de desenvolver diabetes, principalmente em mulheres. A incidência de outros potenciais efeitos colaterais das estatinas – tais como: dores musculares, problemas de raciocínio, sensação de baixa energia, problemas sexuais, lesões nos rins e no fígado, entre outros – também vem sendo bastante discutida.
Se pensarmos um pouco e considerarmos qualquer medicamento como uma substância química capaz de modificar processos celulares em sistemas biológicos tão complexos como um corpo humano, fica fácil compreender que a saúde jamais será alcançada com pílulas. Mesmo que essas pílulas sejam de estatinas.
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Sempre fui meio pirracento com novas drogas vendidas como panaceia para certas doenças. Isso foi algo bem típico no caso das Estatinas, medicamentos utilizados para corrigir os níveis de colesterol no organismo.
Existe um consenso de que a redução do colesterol reduz também o risco de doenças cardiovasculares – é a chamada “prevenção primária”.
O problema começa com o fato de que as estatinas ainda não foram bem estudadas em todos os grupos etários. A maior parte dos estudos envolvendo essas drogas foi patrocinada por indústrias farmacêuticas (oh, não...!) e realizada em adultos jovens e do sexo masculino. E esta é uma pegadinha maldosa, pois BAIXOS níveis de colesterol em idosos TAMBÉM estão associados a um aumento no número de mortes.
E então: vamos tratar pessoas ou continuar tratando doenças?
A verdade dos fatos (leia-se: evidência científica) é que dar estatinas a pacientes de baixo risco, sem doença cardíaca prévia, não produz qualquer efeito sobre os índices de mortalidade. Suas chances de morrer SEM a droga são as mesmas que COM a droga, a despeito do quanto a estatina reduza seu colesterol.
Como se isso não bastasse, as estatinas aumentam o risco de desenvolver diabetes, principalmente em mulheres. A incidência de outros potenciais efeitos colaterais das estatinas – tais como: dores musculares, problemas de raciocínio, sensação de baixa energia, problemas sexuais, lesões nos rins e no fígado, entre outros – também vem sendo bastante discutida.
Se pensarmos um pouco e considerarmos qualquer medicamento como uma substância química capaz de modificar processos celulares em sistemas biológicos tão complexos como um corpo humano, fica fácil compreender que a saúde jamais será alcançada com pílulas. Mesmo que essas pílulas sejam de estatinas.
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22 agosto 2014
Ftalatos e Testosterona: você já ouviu falar?
© Dr. Alessandro Loiola
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Segundo a Mãe Wikipedia, “os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, tal como o cloro ftalato, utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP (ftalato de di-2-etilhexila) é um dos mais difíceis de serem biodegradados”.
Ótimo, mas... e você com isso?
“Você com isso” é o seguinte: um novo estudo publicado online no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (agosto/2014) mostrou que a exposição a ftalatos está associada a uma redução significativa dos níveis de testosterona em homens, mulheres e crianças.
A pesquisa envolveu 2208 participantes arrolados no National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2011 e 2012. Apesar de muitos ftalatos terem sido associados a reduções significativas nos níveis de testosterona em ambos sexos e em faixas etárias diferentes, as associações mais fortes foram encontradas em mulheres entre 40 e 60 anos de idade: nestas, os níveis de testosterona caíram até 24%, especialmente quando expostas ao mono-benzil ftalato.
A exposição à DEHP também associou-se a uma redução de 20,1% nos níveis de testosterona em geral, chegando a 29% nos meninos entre 6 e 12 anos de idade.
Curiosamente, a maior exposição a ftalatos não pareceu afetar os níveis de testosterona em homens adultos.
A testosterona é um hormônio importante, mesmo nas mulheres: a deficiência deste hormônio prejudica o desempenho sexual, a libido, as funções cognitivas, a densidade óssea, o sistema cardiovascular e a sensação geral de bem-estar.
Ainda que as implicações clínicas ainda não estejam bem claras, parece seguro afirmar que estes achados adicionam evidências importantes quanto ao risco reprodutivo associado a exposição a estes produtos químicos.
Como a maioria dos produtos que contém ftalatos não informa isso em seu rótulo, a Sociedade Americana de Endocrinologia e a OMS emitiram recomendações para que sejam realizadas maiores pesquisas sobre o tópico e emitidos alertas sobre o potencial de risco.
Não sou a OMS e isso é só mais um blog. Mas o alerta tá aí.
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Segundo a Mãe Wikipedia, “os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, tal como o cloro ftalato, utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP (ftalato de di-2-etilhexila) é um dos mais difíceis de serem biodegradados”.
Ótimo, mas... e você com isso?
“Você com isso” é o seguinte: um novo estudo publicado online no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (agosto/2014) mostrou que a exposição a ftalatos está associada a uma redução significativa dos níveis de testosterona em homens, mulheres e crianças.
A pesquisa envolveu 2208 participantes arrolados no National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2011 e 2012. Apesar de muitos ftalatos terem sido associados a reduções significativas nos níveis de testosterona em ambos sexos e em faixas etárias diferentes, as associações mais fortes foram encontradas em mulheres entre 40 e 60 anos de idade: nestas, os níveis de testosterona caíram até 24%, especialmente quando expostas ao mono-benzil ftalato.
A exposição à DEHP também associou-se a uma redução de 20,1% nos níveis de testosterona em geral, chegando a 29% nos meninos entre 6 e 12 anos de idade.
Curiosamente, a maior exposição a ftalatos não pareceu afetar os níveis de testosterona em homens adultos.
A testosterona é um hormônio importante, mesmo nas mulheres: a deficiência deste hormônio prejudica o desempenho sexual, a libido, as funções cognitivas, a densidade óssea, o sistema cardiovascular e a sensação geral de bem-estar.
Ainda que as implicações clínicas ainda não estejam bem claras, parece seguro afirmar que estes achados adicionam evidências importantes quanto ao risco reprodutivo associado a exposição a estes produtos químicos.
Como a maioria dos produtos que contém ftalatos não informa isso em seu rótulo, a Sociedade Americana de Endocrinologia e a OMS emitiram recomendações para que sejam realizadas maiores pesquisas sobre o tópico e emitidos alertas sobre o potencial de risco.
Não sou a OMS e isso é só mais um blog. Mas o alerta tá aí.
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