© Dr. Alessandro Loiola
Confirmado: o consumo regular de peixe cozido ou assado ajuda a evitar o envelhecimento cerebral. Frito não vale.
Mais de 250 adultos idosos e cognitivamente saudáveis foram acompanhados por 2 anos, e o consumo semanal de peixe associou-se a um aumento no volume de massa cinzenta no hipocampo e no córtex frontal, entre outras regiões do cérebro.
No estudo, publicado online em julho no American Journal of Preventive Medicine, os cientistas observaram que pessoas que comiam peixe cozido ou assado pelo menos uma vez por semana apresentavam um volume de massa cinzenta respectivamente 4% e 14% maior em áreas do cérebro associadas à memória e cognição.
A alimentação rica em peixe aumenta os níveis sanguíneos dos ácidos docosahexaenoico (DHA) e eicosapentaenoico (EPA), duas substâncias que atuam aumentando a fluidez da membrana plasmática no nível sináptico, otimizando sua permeabilidade, potencializando a ação de fatores neurotróficos e promovendo o metabolismo e o crescimento neuronal. Em resumo: fazem um bem danado para sua cabeça.
Então que tal aproveitar e pesquisar agora mesmo uma receita de peixe para sua próxima refeição ?
O cérebro - SEU cérebro - agradece.
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25 setembro 2014
Peixe na cabeça
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22 agosto 2014
Ftalatos e Testosterona: você já ouviu falar?
© Dr. Alessandro Loiola
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Segundo a Mãe Wikipedia, “os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, tal como o cloro ftalato, utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP (ftalato de di-2-etilhexila) é um dos mais difíceis de serem biodegradados”.
Ótimo, mas... e você com isso?
“Você com isso” é o seguinte: um novo estudo publicado online no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (agosto/2014) mostrou que a exposição a ftalatos está associada a uma redução significativa dos níveis de testosterona em homens, mulheres e crianças.
A pesquisa envolveu 2208 participantes arrolados no National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2011 e 2012. Apesar de muitos ftalatos terem sido associados a reduções significativas nos níveis de testosterona em ambos sexos e em faixas etárias diferentes, as associações mais fortes foram encontradas em mulheres entre 40 e 60 anos de idade: nestas, os níveis de testosterona caíram até 24%, especialmente quando expostas ao mono-benzil ftalato.
A exposição à DEHP também associou-se a uma redução de 20,1% nos níveis de testosterona em geral, chegando a 29% nos meninos entre 6 e 12 anos de idade.
Curiosamente, a maior exposição a ftalatos não pareceu afetar os níveis de testosterona em homens adultos.
A testosterona é um hormônio importante, mesmo nas mulheres: a deficiência deste hormônio prejudica o desempenho sexual, a libido, as funções cognitivas, a densidade óssea, o sistema cardiovascular e a sensação geral de bem-estar.
Ainda que as implicações clínicas ainda não estejam bem claras, parece seguro afirmar que estes achados adicionam evidências importantes quanto ao risco reprodutivo associado a exposição a estes produtos químicos.
Como a maioria dos produtos que contém ftalatos não informa isso em seu rótulo, a Sociedade Americana de Endocrinologia e a OMS emitiram recomendações para que sejam realizadas maiores pesquisas sobre o tópico e emitidos alertas sobre o potencial de risco.
Não sou a OMS e isso é só mais um blog. Mas o alerta tá aí.
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Segundo a Mãe Wikipedia, “os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, tal como o cloro ftalato, utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Dentre os ftalatos existentes, o DEHP (ftalato de di-2-etilhexila) é um dos mais difíceis de serem biodegradados”.
Ótimo, mas... e você com isso?
“Você com isso” é o seguinte: um novo estudo publicado online no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (agosto/2014) mostrou que a exposição a ftalatos está associada a uma redução significativa dos níveis de testosterona em homens, mulheres e crianças.
A pesquisa envolveu 2208 participantes arrolados no National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2011 e 2012. Apesar de muitos ftalatos terem sido associados a reduções significativas nos níveis de testosterona em ambos sexos e em faixas etárias diferentes, as associações mais fortes foram encontradas em mulheres entre 40 e 60 anos de idade: nestas, os níveis de testosterona caíram até 24%, especialmente quando expostas ao mono-benzil ftalato.
A exposição à DEHP também associou-se a uma redução de 20,1% nos níveis de testosterona em geral, chegando a 29% nos meninos entre 6 e 12 anos de idade.
Curiosamente, a maior exposição a ftalatos não pareceu afetar os níveis de testosterona em homens adultos.
A testosterona é um hormônio importante, mesmo nas mulheres: a deficiência deste hormônio prejudica o desempenho sexual, a libido, as funções cognitivas, a densidade óssea, o sistema cardiovascular e a sensação geral de bem-estar.
Ainda que as implicações clínicas ainda não estejam bem claras, parece seguro afirmar que estes achados adicionam evidências importantes quanto ao risco reprodutivo associado a exposição a estes produtos químicos.
Como a maioria dos produtos que contém ftalatos não informa isso em seu rótulo, a Sociedade Americana de Endocrinologia e a OMS emitiram recomendações para que sejam realizadas maiores pesquisas sobre o tópico e emitidos alertas sobre o potencial de risco.
Não sou a OMS e isso é só mais um blog. Mas o alerta tá aí.
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