© Dr. Alessandro Loiola
Reis, diplomatas, empresas de turismo, a menina que irá fazer do seu filho um esposo, todas essas pessoas possuem uma coisa em comum: elas sabem que, para ganhar alguém, você deve começar pelo estômago. Essa conversa de “ganhar com um olhar” ou “seduzir com um perfume” é muito bonita e tudo mais, mas o animal faminto que existe dentro de nós simplesmente não é capaz de resistir à velha e boa comida.
Mas por que o ato de comer desperta um prazer tão grande? Outro dia me responderam: porque sem comer você não vive. Ótimo. Você não vive sem respirar ou piscar os olhos idem, mas isso não quer dizer que você larga tudo que está fazendo quando alguém lhe convida para dois copos de fôlego. E você já marcou com seus amigos “vamos piscar os olhos lá em casa, quer vir?”.
O fato é que, entre as nossas orelhas, existe uma maquininha de calcular capaz de fazer algo entre 1013 e 1016 operações por segundo (sim, isso tudo de zeros). E este prodígio - o seu Cérebro - é um ávido consumidor de energia.
Apesar de representar 2% do peso corporal, o cérebro é responsável por cerca de 20% do consumo de oxigênio e energia do organismo. Da mesma forma que o motor de um carro, o desempenho dependerá da qualidade do combustível que você consome.
A química dos alimentos modifica a produção dos neurotransmissores, as substâncias utilizadas pelo cérebro para transmitir impulsos nervosos. Por exemplo: se o desânimo está ameaçando sua segunda-feira, procure comer salmão, atum ou sardinha. Estes alimentos são ricos em Ácidos Graxos tipo Ômega-3, uma substância útil para combater a depressão, o mau-humor e a impulsividade. A lecitina, presente na soja e nos ovos, também é essencial para o funcionamento cerebral, afetando não apenas o humor, mas também a memória e a concentração.
Para temperar a alegria durante o dia, você não deve passar mais do que 4 horas em jejum. Ficar muito tempo sem comer reduz os níveis de glicose no cérebro e faz com que aquela nuvem carregada de raios estacione sobre você. Uma boa dica é aumentar a quantidade de abóbora ou sementes de girassol na sua dieta: eles contêm grandes quantidades de Triptofano, uma substância que regula o bom-humor e a qualidade do sono. E não se esqueça de colocar um pouco de folhas de Espinafre na salada: elas são ricas em ácido fólico e reduzem os níveis circulantes de homocisteína associados à depressão.
As bananas são outra boa opção para lanches rápidos: elas são ricas em potássio, triptofano, sucrose, glicose e frutose – todas substâncias envolvidas na manutenção do bom humor.
Os frutos do mar, em especial as ostras, são ricos em zinco, mais uma substância essencial para regular o estado de ânimo. O zinco também está envolvido na produção de testosterona, o principal hormônio do desejo sexual. Pensando bem, acho melhor você não comer ostras no horário de trabalho não...
Alho. Você sabia que o alho, é uma das principais fontes de selênio, um sal mineral diretamente envolvido no estímulo dos centros cerebrais da alegria? (Outras fontes de selênio incluem cogumelos, brócolis, aveia, germe de trigo e castanha do Pará).
Além disso, o alho ajuda a evitar o desenvolvimento de várias doenças cardiovasculares. Mas atenção: se ostras no trabalho não é uma boa dica, o consumo excessivo de alho pode causar um verdadeiro desastre na sua vida social. Faça o teste: mastigue meio dente de alho e dê um enooorme beijo em quem você gosta. Viu o que eu disse? Mesmo assim, eu recomendo que você adicione boas quantidades de alho – e pastilhas de menta – à sua dieta habitual.
Finalmente, o ingrediente mais essencial de todos, aquilo sem o quê seu humor irá afundar na piscina feito um martelo sem cabo: a Água. Além de ser responsável por mais de 80% do peso do cérebro e estimular a eliminação de toxinas pelos rins, a água é uma das poucas coisas que eu preparo na cozinha sem fazer muita bagunça.
Acalme seu sistema nervoso com pelo menos 08 copos de água ou suco por dia e, como quem não quer nada, aproveite a saída para pegar mais um copo e faça um favor à comunidade. Deixe estas sugestões perto do seu irritado favorito. Ele merece.
Mostrando postagens com marcador água. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador água. Mostrar todas as postagens
26 agosto 2014
04 agosto 2014
O Dia da Água
© Dr. Alessandro Loiola
Sessenta por cento do seu corpo e 80% do seu cérebro. É isso que a água corresponde. Dentro do nosso medíocre conhecimento, não somos capazes de conceber a existência de vida onde não há (ou houve) água.
Não é à toa que os repórteres do apocalipse adoram notícias sobre a água. Quando a Globo não tem o que mostrar na sexta-feira à noite, manda algum jornalista se embrenhar no mato para o Sérgio Chapelin anunciar mais tarde: “incríveis árvores verdes, pássaros que voam de verdade e peixes que conseguem respirar até debaixo d´água! Você não pode perder, esta noite, no bobo repórter”. O mesmo vale para a água. Quando faltam novos dados convincentes sobre o fim do mundo, apelam para a água: O fim da água! No futuro, a guerra pela água! E blá blá blá.
Sim, a água vai acabar. Assim como nossa espécie, o Sol e todo este lado da Via Láctea.
Com relação à nossa hospitaleira Terra, digamos que ela passa por fases. Como em uma versão realista de um The Sims planetário, não estamos terminados: estamos sempre evoluindo. O jogo segue. E se um dia fomos uma crosta vulcânica desprovida de vertebrados, muito provavelmente no futuro seremos alguma coisa bastante diferente deste aquário invertido infestado por Homo sapiens.
A despeito desta crua realidade, é extremamente válido dar o devido valor a tudo que nos sustenta. Se você trata seu chefe com respeito (pelo menos na frente dele) e venera aquele aumento no salário, por que faria diferente com a água?
Sem a água, não desapareciam apenas as atividades econômicas: nosso organismo não duraria uma semana sem ingerir o precioso líquido. Durante o curso de medicina, aprendemos que a sobrevivência humana é delimitada por algo chamado Regra dos Três: 3 minutos sem respirar, 3 dias sem beber água, 3 semanas sem comer. Qualquer passo fora disso, vuuussh!, você já era, vai freqüentar uma palestra para vegetais no Ceasa ou virar adubo de samambaia.
A água participa da digestão dos alimentos, da regulação da temperatura corporal e do transporte de oxigênio. Ela lubrifica articulações, promove o bom funcionamento intestinal e serve de meio para milhares de reações químicas essenciais para a manutenção da vida.
Apesar de valiosa, nosso organismo faz questão de perder água: através da respiração, eliminamos quase 2 copos de água diariamente. Através do suor, outros 2 copos ou mais. Os rins eliminam outros 5-6 copos. Para repor estas perdas, é essencial ingerir boas quantidades de líquido por dia – no mínimo 6-8 copos.
Para que você tenha sempre água à sua disposição, respeitando os limites do bom senso e evitando desperdícios, seguem 5 orientações que podem ser tão práticas quanto inúteis:
• Confira periodicamente vazamentos em pias, chuveiros e vasos sanitários. E conserte-os. Porque “verificação” e “nada” significam quase a mesma coisa se você não tomar uma atitude.
• Feche a torneira enquanto estiver se ensaboando, escovando os dentes ou fazendo a barba. Cada minuto a menos de banho equivale a uma economia de 3 a 6 litros de água! Explique isso para sua mãe ou esposa quando ela começar a reclamar do seu cheiro.
• Ao limpar as louças, deixe-as de molho em uma bacia ou na própria pia, para amolecer os resíduos. Então raspe e jogue os resíduos no lixo – ou guarde-os em um recipiente para oferecer ao seu cunhado no almoço de sábado (“você não pode deixar de provar esse risoto!”). Aquela água imunda em que os vasilhames permaneceram de molho pode ser utilizada para preparar uma deliciosa sopa de legumes à noite. Chame seu cunhado de volta.
• Otimize o uso da máquina de lavar louças e da máquina de lavar roupas: coloque-as para rodar apenas quando estiverem cheias. E não ponha a roupa para lavar a todo momento: recicle sua cueca usando dos dois lados. Lamber bem os talheres do almoço ajuda a mantê-los limpos até a janta. E etc.
• Não lave a calçada: limpe-a com uma vassoura ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas. Se você acha divertido ficar ali feito um debilóide de bermudas, assoviando Tony Bennet enquanto empurra folha por folha até a sarjeta com a mangueira aberta, procure fazer o mesmo utilizando apenas sua saliva. Depois de uma hora, você entenderá mais ou menos como o planeta se sente. Boa sorte!
Sessenta por cento do seu corpo e 80% do seu cérebro. É isso que a água corresponde. Dentro do nosso medíocre conhecimento, não somos capazes de conceber a existência de vida onde não há (ou houve) água.
Não é à toa que os repórteres do apocalipse adoram notícias sobre a água. Quando a Globo não tem o que mostrar na sexta-feira à noite, manda algum jornalista se embrenhar no mato para o Sérgio Chapelin anunciar mais tarde: “incríveis árvores verdes, pássaros que voam de verdade e peixes que conseguem respirar até debaixo d´água! Você não pode perder, esta noite, no bobo repórter”. O mesmo vale para a água. Quando faltam novos dados convincentes sobre o fim do mundo, apelam para a água: O fim da água! No futuro, a guerra pela água! E blá blá blá.
Sim, a água vai acabar. Assim como nossa espécie, o Sol e todo este lado da Via Láctea.
Com relação à nossa hospitaleira Terra, digamos que ela passa por fases. Como em uma versão realista de um The Sims planetário, não estamos terminados: estamos sempre evoluindo. O jogo segue. E se um dia fomos uma crosta vulcânica desprovida de vertebrados, muito provavelmente no futuro seremos alguma coisa bastante diferente deste aquário invertido infestado por Homo sapiens.
A despeito desta crua realidade, é extremamente válido dar o devido valor a tudo que nos sustenta. Se você trata seu chefe com respeito (pelo menos na frente dele) e venera aquele aumento no salário, por que faria diferente com a água?
Sem a água, não desapareciam apenas as atividades econômicas: nosso organismo não duraria uma semana sem ingerir o precioso líquido. Durante o curso de medicina, aprendemos que a sobrevivência humana é delimitada por algo chamado Regra dos Três: 3 minutos sem respirar, 3 dias sem beber água, 3 semanas sem comer. Qualquer passo fora disso, vuuussh!, você já era, vai freqüentar uma palestra para vegetais no Ceasa ou virar adubo de samambaia.
A água participa da digestão dos alimentos, da regulação da temperatura corporal e do transporte de oxigênio. Ela lubrifica articulações, promove o bom funcionamento intestinal e serve de meio para milhares de reações químicas essenciais para a manutenção da vida.
Apesar de valiosa, nosso organismo faz questão de perder água: através da respiração, eliminamos quase 2 copos de água diariamente. Através do suor, outros 2 copos ou mais. Os rins eliminam outros 5-6 copos. Para repor estas perdas, é essencial ingerir boas quantidades de líquido por dia – no mínimo 6-8 copos.
Para que você tenha sempre água à sua disposição, respeitando os limites do bom senso e evitando desperdícios, seguem 5 orientações que podem ser tão práticas quanto inúteis:
• Confira periodicamente vazamentos em pias, chuveiros e vasos sanitários. E conserte-os. Porque “verificação” e “nada” significam quase a mesma coisa se você não tomar uma atitude.
• Feche a torneira enquanto estiver se ensaboando, escovando os dentes ou fazendo a barba. Cada minuto a menos de banho equivale a uma economia de 3 a 6 litros de água! Explique isso para sua mãe ou esposa quando ela começar a reclamar do seu cheiro.
• Ao limpar as louças, deixe-as de molho em uma bacia ou na própria pia, para amolecer os resíduos. Então raspe e jogue os resíduos no lixo – ou guarde-os em um recipiente para oferecer ao seu cunhado no almoço de sábado (“você não pode deixar de provar esse risoto!”). Aquela água imunda em que os vasilhames permaneceram de molho pode ser utilizada para preparar uma deliciosa sopa de legumes à noite. Chame seu cunhado de volta.
• Otimize o uso da máquina de lavar louças e da máquina de lavar roupas: coloque-as para rodar apenas quando estiverem cheias. E não ponha a roupa para lavar a todo momento: recicle sua cueca usando dos dois lados. Lamber bem os talheres do almoço ajuda a mantê-los limpos até a janta. E etc.
• Não lave a calçada: limpe-a com uma vassoura ou lave-a com a água já usada na lavagem das roupas. Se você acha divertido ficar ali feito um debilóide de bermudas, assoviando Tony Bennet enquanto empurra folha por folha até a sarjeta com a mangueira aberta, procure fazer o mesmo utilizando apenas sua saliva. Depois de uma hora, você entenderá mais ou menos como o planeta se sente. Boa sorte!
Marcadores:
água,
alimentação,
cantareira,
colesterol,
dinheiro,
espinha,
felicidade,
feliz,
hpv,
humildade,
motivação,
obesidade,
orgulho,
pressão alta,
saúde,
sexo,
sucesso
Assinar:
Postagens (Atom)
