10 abril 2010

A VACINA CONTRA H1N1: NOTÍCIAS DIRETO DO ÚBERE DE BLOSSOM

© Dr. Alessandro Loiola


Era uma fresca manhã de 14 de maio de 1796 quando o médico inglês Edward Jenner pegou o menino James Phipps e arranhou e bezuntou seus braços com secreções purulentas colhidas das mãos de uma ordenhadeira chamada Sarah. Sarah havia recentemente contraído uma forma de varíola bovina das tetas de sua vaquinha predileta, Blossom. E Blossom, ruminando serena, nem sabia o que eram varíola ou tetas, tampouco que ela própria era um bovino.

E então James, de apenas 8 anos de idade, adoeceu, teve febre, sentiu-se mal por alguns dias e recuperou-se. Mas isso não foi suficiente para Jenner. Após alguns dias, ele investiu novamente sobre o menino (cientificamente falando, claro), sentando-lhe uma dolorosa injeção de material fresco de varíola humana. Afora a picada, o menino nada sentiu ou desenvolveu. Ele havia se tornado imune à varíola – o equivalente atual a ser imune ao HIV.

A experiência bizarra de Jenner poderia ser classificada como algo entre o desumano e o neonazista – ou ambos -, mas sua audácia resultou em um avanço que salvaria mais vidas que qualquer outra descoberta médica na assombrosa história da humanidade. Utilizando camponeses como porquinhos da Índia, Jenner havia descoberto a vacinação.

Quase 3 séculos mais tarde, somos assolados por uma nova epidemia. Desta vez, uma mutação do banal vírus da Gripe. Sim, banal. Perto de uma garrafa de cerveja, o influenza H1N1 é um iniciante: calcula-se que o H1N1 tenha ceifado cerca de 15 mil vidas no ano passado, em todo o mundo. No mesmo período e local, pelo menos 2,3 milhões de pessoas morreram devido a problemas relacionados ao consumo de álcool - e você não tem um ataque de pânico ao ver uma garrafa de Chivas, tem?

Ah, sim: segundo dados da OMS, a cada ano o trânsito causa mais de 1 milhão e duzentas mil mortes e o Fumo, cerca de 5.000.000 de óbitos. Se você conhece algum tabagista que dirige, providencie agora mesmo uma coroa de flores para ele. Quem sabe comprando adiantando você consegue um bom desconto.

Por causa da burrice generalizada... perdão, deixe-me corrigir: por causa das agendas equivocadas, da incapacidade institucionalizada e da corrupção hereditária, nosso governo vai investir uma senhora grana na aquisição e distribuição de mais de 100 milhões de doses da vacina contra H1N1. Pilhas e pilhas e pilhas de notas de reais investidos em uma campanha nacional de seringa-marketing. Tsc, tsc.

Quer melhorar a saúde da população? Então que tal não deixar faltar remédio para hipertensão no posto saúde e acompanhar de perto todo e qualquer hipertenso? Afinal de contas, a hipertensão arterial é responsável por mais de 7 milhões de mortes prematuras a cada ano.

Mas tudo bem. Isso combina como uma luva com a estratégia de saúde de um (des)Governo que criou com pompas e circunstâncias o Fome Zero, destinado a aplacar a desnutrição de 18 milhões de brasileiros – e pouco fez para controlar o excesso de peso que atinge outros 70 milhões de patrícios. Temos 3 gordos para cada 1 desnutrido e querem distribuir mais comida. Tá certo. Nada contra. O faturamento do meu consultório agradece.

Minha pirraça com esta campanha de imunização contra o H1N1 reside na sinistra rapidez com que uma vacina de massa foi desenvolvida e prontamente disponibilizada à população. Os primeiros casos de H1N1 foram detectados em abril de 2009 e menos de um ano depois já temos uma vacina “absolutamente segura e eficaz”? Hum... sei não... vou perguntar pro Papai Noel, pode?

Em 1999, uma vacina infantil “altamente eficiente” contra rotavírus foi rapidamente retirada do mercado nos EUA: após 14 meses de vacinações, as estatísticas mostraram que a RotaShield aumentava de modo significativo o risco de intussuscepção – um tipo de obstrução intestinal potencialmente fatal.

Até hoje, corre solta a discussão se o aumento nos casos de autismo observado nas últimas décadas não estaria relacionado ao timerosal, um conservante presente em muitas vacinas. A pressa é inimiga da perfeição – e vizinha do superfaturamento.

Uma (excelente) revisão recente da Cochrane Collaboration, envolvendo mais de 70 estudos científicos de qualidade, concluiu que nem mesmo a vacina contra gripe comum possui evidências concretas sobre sua eficácia em pessoas com mais de 65 anos de idade. Que dirá a vacina para o H1N1.

A princípio, espera-se que uma vacina cause menos efeitos que a doença contra a qual ela oferece proteção. Mas esses dados ainda não estão disponíveis para a vacina contra o H1N1. Os próprios especialistas americanos, do CDC, do FDA e do Departamento de Defesa estão vigilantes para identificar quaisquer eventuais efeitos colaterais. “Podem ocorrer alguns efeitos adversos, algo poderia acontecer, mas nós acreditamos que isto é altamente improvável”, disse o especialista Dr. Mark Mulligan, diretor executivo do Emory Vaccine Center, em Atlanta (EUA).

Como é que é? Eles “acreditam” que um efeito colateral é altamente improvável? É alguma procissão de fé? Chama o Papai Noel aí de novo.

Eu muito modestamente creio que um programa direcionado para a melhoria das condições sanitárias e nutricionais da população possuiria uma relação de custo-benefício bem superior a certas campanhas de vacinação. Por exemplo: por que não substituir a campanha anual de vacinação contra gripe por um programa sazonal orientando a população a utilizar suplementos de vitamina D3?

Ao contrário da vacina, a vitamina D3 oferece uma proteção quase universal contra o Influenza. Além disso, em doses maiores, a D3 pode ser capaz de curar a gripe.

Lamentavelmente, a mentalidade feudal de Edward Jenner prevalece. Seu legado intelectual pode ser insubstituível, mas não tenho vocação para cobaia. Entre as injeções contra H1N1 e o estábulo, ainda prefiro o úbere de Blossom.

**********

Se a curiosidade lhe mordeu, recomendo então mais alguns links para artigos sensatos sobre H1N1 e a milagrosa vacina:

- Pandemia de gripe ou pandemia de pânico? - http://www.channel4.com/news/articles/science_technology/pandemic+flu+or+pandemic+panic/3279557

- Uma gigantesca indústria aguarda pela pandemia - http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,637119,00.html

- O que nós realmente sabemos sobre a vacina?
http://www.theglobeandmail.com/news/opinions/what-do-we-know-about-the-vaccines-safety-not-enough/article1242422/

- Estudo de Vigilância Epidemiológica na Austrália conclui: não existem evidências mostrando proteção significativa da vacina contra gripe em qualquer faixa etária. http://pesquisa.bvsalud.org/h1n1/resources/mdl-19660248

- Entrevista com Dr. Tom Jefferson, renomado epidemiologista do Cochrane Collaboration Group - http://blogs.ft.com/healthblog/2009/09/11/interview-dr-tom-jefferson-and-pandemic-flu-vaccines/

25 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia Dr.Alessandro!Muito bom esse seu artigo,eu ném iria tomar mesmo a vacina pois tenho minha opiniaõ formada e própria,apesar de ser leiga em certos assuntos da medicina estou atenta sobre o que falam por aí sobre a vacina da "gripe lobo mal"!

Anônimo disse...

Excelente. Engraçado que meu pai não deixou que me vacinassem contra a paralisia infantil quando eu era bebê. Felizmente não peguei paralisia, mas ele era meio ressabiado com as vacinas que estavam surgindo na época.

Mario Persona

Anônimo disse...

Com todo respeito, acho meio maluco tudo isso que o marketing da gripe solta no mundo. Mas afinal, em quem acreditar? Alguns mandar irmos ao médico, outros, dizem que tudo é marketing.... Meu Deus, o que fazer?

bcossta disse...

UAU... era isso mesmo que eu achava... agora continuo achando mais ainda...
não, não vou tomar a vacina...
e sabe que tenho duas sobrinhas que não tomaram nenhuma vacina quando crianças??? o médico delas (daí de são josé, amigo pessoal nosso) disse que não era pra tomar vacina... e elas hoje têm 19 e 12 anos... lindas, perfeitas e sadias...
e não sabem o que é vacinação...
bom né???
continue nos brindando com sua sabedoria... nós agradecemos por partilhar seus conhecimentos
tenha uma linda semana
Bethy Cossta

Abreu disse...

Olha, tenho que parabenizá-lo pela coragem do artigo. Amigos da área quando questionados se eu deveria ou não tomar a tal vacina, insistiram que "SIM", alegando que os pp fizeram no início da campanha Brasil.Pelas pesquisas nacionais e internacionais que fiz (não foram poucas),consegui somente palavras negativas a respeito...Londom foi um horror!!! Como sou considerada grupo de risco, pelo fato de ter asma, e fazer uso de cortizona, resolvi contar com a sorte e me dirigi ao posto de saúde mais próximo. Qual não foi minha surpresa quando deparei com o tal posto "fechado", era véspera do feriado. Voltei decepcionada, mas feliz, porque no fundo não estava preparada para receber tal líquido que chamam de "Vacina" em meu corpo. Engraçado que nesta mesma noite fui acometida por uma gripe consideravelmente forte, porém, com certeza não deve ter sido H1N1, pois o repouso, os remédios básicos, muito líquido, alimentação balanceada,e uma forte dose de vitaminas me colocou de pé após 5 dias acamada. A dúvida novamente tomou conta de minha vida...tomar ou não¿ Reiniciei as pesquisas, até que recebo sua mensagem em meu email como um presente...parabéns pela coragem, pelas palavras exatas que não muito diferem de pensamentos internacionais a respeito da "Tal Vacina", sem contar que as pesquisas vão além...comentários a respeito de Laboratórios X OMS, que não vem ao caso. Depois dos acontecimentos e deste artigo só tomaria mesmo se em surto de loucura...
Abraços Dr Alessandro e mais uma vez BRAVO!!!!!!

Anônimo disse...

O texto do dr. Loyola é excelente e esclarecedor.
Pena que na internet esteja rodando um outro, aquele de que a vacina é um complô para dizimar a população, para inocular uma espécie de ebola, que vai causar câncer!. Com aqueles links que a pessoa ganha vírus de presente quando clica.
E recebi o email de alguem que nem conheço.
Seria triste se nao fosse trágico
É a famosa história : informação pode ser para o bem ou para o mal. E as pessoas nem checam, que é o que mais me impressiona, em todos esses anos de www, ninguem aprendeu nada?

Beijos doces (também nao vacinados, acho também que os vírus sao muito mais espertos e rápidos que nós )

Nancy

Anônimo disse...

Muito interessante!
Sobretudo como fundamento para quando eu afirmar que não vou tomar essa vacina "fashion".
Engraçado como o pânico é um dos álibis mais perfeitos do marketing mundial.
Eu, por exemplo, com um diabético na família, confesso ter titubeado algumas vezes quanto a minha idéia sobre a vacina (totalmente placebo e desatualizada em face da mutação do vírus) e sua real necessidade. Pois sabem como é... tem sempre um agente da saúde que tem um irmão, um tio, uma sobrinha ou alguém muito próximo à família que sucumbiu ao H1N1. Mas, chegamos a um consenso: aqui em casa ninguém vai tomar a vacina (não esta, especificamente) .

Esse texto me fez lembrar do filme "A Vila". Vamos continuar acreditando no monstro H1N1 ou vamos nos livrar da muralha do medo convenientemente ($$$$$) lançado sobre nós?

Fica aqui um convite à reflexão. E, antes que alguém se sinta ultrajado por ter tomado a vacina ou por acreditar na sua eficácia, NÃO SE SINTA.
É uma opinião própria (personalíssima) . Que, inclusive, poderá se alterar a qualquer momento se, ao invés do medo, eu for convencida por novas descobertas da ciência ou algo do gênero.

E, por fim, só achei tolo a comparação da atenção que o "(des)Governo" (aspas minhas) dá ao Fome Zero e não dá, segundo Dr. Alessandro, à obesidade da população. Novamente, na minha singela opinião, uma coisa não diminui a outra. Isso não é uma apologia ao citado Programa do Governo, mas... sejamos sensatos (e humanos) levar um pouco de comida para quem não tinha de onde tirá-la é algo, ao meu ver, enormemente meritório e o mínimo que um País como o nosso pode fazer pelos seus. Tantos outros infindáveis problemas sociais nós temos, mas quando algum governo - seja ele qual for -, der atenção à uma necessidade sócio-político- econômico social devemos reconhecer e aplaudir. Desvios não acontecem porque um presidente permitiu. Desvios de verbas públicas são cometidos por agentes públicos. E isso só quem pode mudar é cada agente. Fora dizer que, casos isolados mesmo sendo em número considerável, não devem ser generalizados. Sejamos mais morais no trato com o dinheiro público e, por exemplo, quando o governo, seja ele qual for, criar um programa de "Combate à Obesidade e os Males Causados por Ela" ele obtenha sucesso ao alcançar seus objetivos.

Abraços reflexivos.

Suely M. B.

DETONER disse...

Muito intereçante !

tenho problema de hipertenção , apesar de novo já tomo remedio para pressão diariamente, minha pressão é muito ligada ao meu emocional , não estou me sentindo avontade para tomar essa vacina , um medo terrivel.
eu não vou tomar essa vacina !!!
e que Deus me proteja !!!
prefiro confiar em Deus doque no ser humano !

não é pq bilhares de mosca comem merda, quer dizer que merda é bom !

Anônimo disse...

Concordo com a maior parte das colocações. Mas a parte sobre o programa contra a fome, estou em desacordo total: a consideração meramente qualitativa pode servir a um cientista, mas é evidente a inocuidade (afora a aridez desumana) de justificar a quem passe fome a impertinência de um programa de distribuição de alimento face ao elevado número de obesos. Quem passa fome passa, ponto.
Mas vale pela crítica da histeria da gripe A.

J. Romano
Estudante de Ciências Sociais

Elandia disse...

Alessandro, mais um texto seu que utilizo para trabalhar com meus alunos. Agora as minhas aulas ficarão cada vez mais dinâmicas. Obrigada por contribuir com a formação de alunos-cidadãos!!
Sds
Elandia

Anônimo disse...

Amei a materia sobre a vacinacao em massa contra a gripe H1N1.Concordo com os argumentos usados para justificar a falta de necessidade de tanto alarde e gasto de dinheiro publico.
As pessoas entram em panico e logo correm para receberem a dose de uma vacina que nem mesmo se sabe quais os efeitos adversos que poderao causar.Quanto tempo de pesquisa? Um ano?
Moro nos USA e aqui as vacinas estao disponiveis nas farmacias.
Na entrada voce le "Temos vacina H1N1" em uma placa.Se voce resolver tomar, conversa com o farmaceutico e ele lhe aplica.Nao eh gratis.
Tem fila nas farmacias? Nao.O povo esta tomando a vacina? Nao.
Porque no Brasil as coisas acontecem de forma tao diferente?
Cheguei a ver, no JN, uma fila imensa de pessoas levando seus filhos para se vacinarem.
Nao confio em nada do que foi feito e nao creio que haja necessidade de tanta parafernalia,
induzindo medo em todos.
Por tras dessa historia, tenho certeza que ha laboratorios envolvidos , governo e marketing politico.
Nao tomei e nem vou tomar.
Na minha familia ninguem aderiu.
Como diz o Jose Simao:-" Vou pingar meu colirio e volto ja!" (risos)

Anônimo disse...

Sua teoria pode causar muitos problemas a população.Concordo com vc em que nossos governantes tenham que dar mais atenção a saúde publica pois está tudo fora do lugar mais vc incentivar a população em não tomar as devidas vacinas e principalmente quando existe pessoas ignorante em relação á saúde e uma pena e tenho vergonha do que vc disse em seu comentario principalmente por ser da área da saúde.Visito váriso hospitais e vejo como está gripe maltrata a população principalmente a carente.Seu que o governo tem muito que trabalhar é vc como dr da Saúde deve fazer o mesmo pela população principalmente porque vc fez um juramento na sua formatura salvar vidas.Então sauve-as.

Gi Gavazzi disse...

Muito bom, é tudo o que eu penso a respeito dessa vacina.
Indico uma entrevista para fechar:
http://www.vimeo.com/7965935
Grande abraço

JDiniz disse...

Excelente! Tenho interesse de utilizar o seu texto em meu site, é possível? Costumamos sempre incluir a fonte. No aguardo de sua resposta.

Att.

JDiniz
O Libertário .org

JDiniz disse...

Excelente! Tenho interesse de utilizar o seu texto em meu site, é possível? Costumamos sempre incluir a fonte. No aguardo de sua resposta.

Att.

JDiniz
O Libertário .org

Emerson disse...

Ola Dr. Alessandro

Meu nome é Emerson e eu mantenho um blog no qual venho acompanhando o desenrolar da gripe suína desde o seu início, e expondo as evidências gritantes de como ela foi exagerada e utilizada para levar a cabo interesses financeiros. Também venho divulgando dezenas de mortes e abortos ocorridos após a aplicacão da vacina, que vem sido ignorado pela imprensa, e que nosso querido ministério da saúde insiste em dizer que não ligacão causal.

Venho pesquisando também muito sobre a vitamina D tbem, e concordo totalmente com você, gostaria de compartilhar com você alguns links:

Noticias sober a gripe/vacina:
http://www.anovaordemmundial.com/search/label/gripe%20suina

Artigos sobre vitamina D:
http://www.anovaordemmundial.com/search/label/Vitamina%20D

Todos os artigos são baseados em publicacoes locais ou internacionais, além de estudos cientificos, os quais podem ser verificados ao final de cada post.

Um grande abraco
Emerson

Esperança disse...

Esta vacina deve ser muito importante para este desgoverno ao ponto do Ministério da Saúde colocar pessoas para rebaterem as críticas no site de relacionamento ORKUT.
Parabéns pelo seu texto que é de fácil entendimento e mto esclarecedor.

Dr. Xalalah disse...

Olá dr. alessandro! Fico satisfeitíssimo ver que, apesar dos pesares, ainda há médicos realmente preocupados com a saúde, e não marketing ou ganhos com prescrições medicamentosas desnecessárias! Infelizmente, depois de me aprofundar no meio científico (recentemente terminei meu doutorado, avaliando a concepção de ciências de cientistas médicos MD-PhD), me tornei mto mais cauteloso qto aos ditames médicos, os "doutores do saber" que passam por cima dos próprios pacientes em nome do próprio status. Infelizmente, médicos como tu parece estar em fase de extinção. Tb não tomei a vacina (embora eu esteja no "grupo de risco", por ter 36 anos), e ontem mesmo perguntei a uma paestrante bioeticista (que me pareceu, durante sua palestra, ser bastante esclarecida) que convidei pra um curso de divulgação ceintífica, se ela tinha tomado a vacina. "Não", ela disse, e justificou ter mais de 40 anos e estar acima da faixa etária que estaria mais em risco. Perguntei, então, se ela tivesse menos de 40 anos, se ela tomaria: "também não". Só reforçou minha opinião/posição. É uma pena que eventos como esses aconteçam, e que nossos (des-)governantes façam esse tipod e coisa. Como disse um médico (dos de verdade, como tu), há algum tempo atrás, "se a saúde movimenta dinheiro, a doença movimenta muito mais".
Um grande abraço!

Alexsandra disse...

URGENTE!!!!!!!
Dr. Alessandro, infelismente influenciada pela mídia e pelo exagero da família, mesmo desconfiada eu tomei esta vacina. Agora estou preocupada, pois em meio a tantos boatos encontrei seu blog que me pareceu muito serio e esclarecedor. O que podera acontecer com as pessoas que tomaram esta vacina? Tenho 27 anos, sou diabética tipo1 e temo ter alguma reaçao ou pior... Me ajude a entender tudo isso, até agora não senti nada e espero continuar assim, tomei a vacina à 2 meses, tenho 1 filho de 3 anos que não pretendo levar pra tomar esta vacina, graças ao esclarecimento sério que encontrei aqui. Embora tenha sido tarde pra mim, ou talvez não, ja que talvez tenhamos que tomar outra doze, e neste caso eu não iria. Mas se puder me responda. Ficarei muito agradecida e feliz. Meu e-mail é alexsandradelfina@yahoo.com.br

Miozzy disse...

Olá Dr. Alessandro

Me chamo Miozzy, faço histórias em quadrinhos, e atualmente estou também com um informativo com cara de gibi, chamado EPA!!!, onde escrevo e desenho um pouco de muita coisa errada que vejo, leio e escuto por aí. Li seu texto pesquisando sobre a H1N1 na net, e vi alguns lados que ainda não tinha parado para raciocinar, e gostaria muito mesmo se pudesse disponibilizar seu texto "NOTÍCIAS DIRETO DO ÚBERE DE BLOSSOM " para que eu pudesse colocá-lo na próxima edição de meu informativo.
Abaixo está o link da primeira edição e do meu blog, pra você saber de que jeito funciona o EPA!!!

http://miozzy.blogspot.com/2010/03/epa1.html

O informativo é de 5.000 exemplares, e é distribuído no subúrbio de São Paulo.

PS: Tentei enviar essa mensagem por E-mail, mas não consegui ...
Meu E-mail:
julianomiozzy@hotmail.com

Miozzy disse...

Olá Dr. Alessandro

Me chamo Miozzy, faço histórias em quadrinhos, e atualmente estou também com um informativo com cara de gibi, chamado EPA!!!, onde escrevo e desenho um pouco de muita coisa errada que vejo, leio e escuto por aí. Li seu texto pesquisando sobre a H1N1 na net, e vi alguns lados que ainda não tinha parado para raciocinar, e gostaria muito mesmo se pudesse disponibilizar seu texto "NOTÍCIAS DIRETO DO ÚBERE DE BLOSSOM " para que eu pudesse colocá-lo na próxima edição de meu informativo.
Abaixo está o link da primeira edição e do meu blog, pra você saber de que jeito funciona o EPA!!!

http://miozzy.blogspot.com/2010/03/epa1.html

O informativo é de 5.000 exemplares, e é distribuído no subúrbio de São Paulo.

Se você não responder, vou entender que posso heim...

Michel Torres disse...

Seu texto é ótimo e virou ponto de partida para um bom debate, com a maioria concordando. Te convido a participar também http://www.portalcafebrasil.com.br/forum/diversos/a-vacina-contra-h1n1#248

Abraços,

Rafael disse...

Ola Dr (voce realmente tem doutorado ?)

Gostaria de questionar qual são suas referencias tão sólidas para desensentivar a população a não tomar a vacina. O senhor não sabe o mal que está cometendo no âmbito se saúde publica.

1 - A grande numero de mortes devido ao virus ocorre principalmente em indivíduos imuno-incompetentes (neonatos, idosos). Comparar esses dados com o numero de mortes por alcoolismo é realmente burrice, voce deveria estudar um pouco mais de epidemiologia e niveis de complexidade

2 - A vacina contra rotavirus era produzida com o patogeno atenuado e por isso pode ter gerado efeitos colaterais tao drásticos. Gostaria de informar que a tecnologia de produção de vacinas mudou bastante

3 – timerosal e autismo ??? Ouvir boatos e repassar é muito facil

4 – Vitamina contra gripe, bonita hipotese sem nenhuma prova. Tome bastante vitamina C para resolver tambem, alias procure na sua base Cochrane Regression toward the mean)

5 – Voce usa homeopatia??

Dica de leitura: Bad science, Ben Goldacre

Revistacidadesol disse...

Oi, Dr. Alessandro. Gostei da sua coragem ao tratar da vacina; fiquei sendo mais seu admirador. Eu senti os efeitos colaterais dela (febre, calafrios) e procurei médicos, mas todos ouviram calados. Pensaram o q vc escreveu aí em cima, provavelmente.

Quanto ao Fome Zero, realmente acho que o problema está em outro lugar e acredito que a melhor forma de combater a fome era o CIEP do Brizola, onde no mesmo lugar, a escola, o aluno se alimentava, tinha lazer, dentista, posto médico, etc. Sem resolver todas essas defasagens, não acredito q o problema da fome vá se resolver, não.

PS: leio sempre vc aqui em Bom Despacho no Jornal Fique Sabendo e comento o jornal em meu blog.

Abs do Lúcio Jr.

francisco disse...

Doutor Alessandro, o que o sr. pode me falar sobre as conclusões do cientista Peter Duesberg sobre a Aids. Há poucos anos, a SuperInteressante divulgou uma reportagem sobre ele. Mas, agora, a mesma revista voltou atrás, conforme essa nota: A SUPER gostaria de fazer um esclarecimento. Em 2000, publicamos uma entrevista com o biólogo e químico Peter Duesberg, que defendia a tese de que a aids não era causada pelo vírus HIV. A entrevista foi conduzida por Flavio Dieguez, um dos maiores jornalistas científicos que já trabalhou conosco, e está fundamentalmente correta. Mas, ao longo dos últimos 13 anos, as teses de Duesberg caíram em descrédito e hoje temos muita clareza de que não deveríamos ter dado espaço a elas. Em parte esse descrédito se deve à tragédia de saúde pública que se abateu sobre a África do Sul, país que adotou as ideias de Duesberg em suas políticas de combate à aids. O resultado foi que o vírus se disseminou. Gostaríamos então de afirmar que, aqui na SUPER, não temos mais dúvidas de que a aids é causada pelo HIV e de que todo cuidado para evitar a transmissão desse vírus é fundamental para a saúde pública. Percebemos que esta entrevista foi redescoberta e está circulando nas redes sociais. Que fique claro que não concordamos com as ideias expressas nela.

Um abraço,
Denis R Burgierman
Diretor de redação
Superinteressante"

Sem mais,


Francisco Cunha