© Dr. Alessandro Loiola
A primeira vacina para evitar a Doença de Parkinson parece estar a caminho.
Um estudo clínico de fase 1 avaliando uma vacina subcutânea deste tipo – chamada PD01A – foi concluído este ano na Áustria e mostrou que (1) a vacina foi bem tolerada e segura, (2) produziu uma resposta imune e (3) esta resposta imune resultou em melhora dos sintomas da doença.
A vacina é direcionada contra a alfa-sinucleína, uma proteína que tende a se acumular de modo anormal no cérebro de pacientes com Parkinson. A PD01A estimula o corpo a formar anticorpos que se ligam e eliminam o excesso de alfa-sinucleína.
Os cientistas calculam que ainda serão necessários cerca de 6 anos de estudos, em uma previsão bastante otimista, para que a vacina passe por todos os testes clínicos necessários para avaliar sua segurança e eficácia.
Vamos aguardar. Essa é uma espera que pode valer muito a pena.
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24 setembro 2014
Vacina contra Parkinson
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23 setembro 2014
Terceira Idade e Sexo
© Dr. Alessandro Loiola
Um estudo da revista médica New England Journal of Medicine revelou que 73% das pessoas entre 57-64 anos, 53% entre 65-74, e 26% daqueles entre 75-84 de idade encontram-se sexualmente ativos.
Até aí, nada demais. O problema surgiu em outro trabalho, publicado no Annals of Internal Medicine, mostrando aumento na incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população acima dos 65 anos de idade. Mais especificamente, um aumento de 31% nos diagnósticos de clamídia e de 52% de casos documentados de sífilis.
Homens com mais de 50 anos de idade em uso de medicamentos para disfunção erétil apresentam uma probabilidade 6 vezes menor de usar camisinhas quando comparados a homens de 20 e poucos anos.
O lance é que a Terceira Idade está fazendo mais sexo, mas de um modo inseguro.
Compreensão e dedicação não são as únicas coisas que nossos pacientes na Melhor Idade precisam. Educação sexual, incluindo um papo bastante franco sobre DSTs, é um tópico que também merece ser colocado na ordem do dia.
Um estudo da revista médica New England Journal of Medicine revelou que 73% das pessoas entre 57-64 anos, 53% entre 65-74, e 26% daqueles entre 75-84 de idade encontram-se sexualmente ativos.
Até aí, nada demais. O problema surgiu em outro trabalho, publicado no Annals of Internal Medicine, mostrando aumento na incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população acima dos 65 anos de idade. Mais especificamente, um aumento de 31% nos diagnósticos de clamídia e de 52% de casos documentados de sífilis.
Homens com mais de 50 anos de idade em uso de medicamentos para disfunção erétil apresentam uma probabilidade 6 vezes menor de usar camisinhas quando comparados a homens de 20 e poucos anos.
O lance é que a Terceira Idade está fazendo mais sexo, mas de um modo inseguro.
Compreensão e dedicação não são as únicas coisas que nossos pacientes na Melhor Idade precisam. Educação sexual, incluindo um papo bastante franco sobre DSTs, é um tópico que também merece ser colocado na ordem do dia.
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26 agosto 2014
Pessoas idosas em risco de queda
© Dr. Alessandro Loiola
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Um dos mantras da medicina diz “Primeiro, não causar dano”. Também dizem que devemos “consolar sempre, aliviar quando possível, curar às vezes”. Infelizmente, o empenho em fazer valer esses dogmas pode resultar em iatrogenias, e as consequências do tratamento podem sair tão caras quanto a doença em si.
Um bom exemplo disso foi uma pesquisa European Journal of Public Health em julho/2014: Metade dos 20 medicamentos mais comumente receitados para pessoas idosas aumentam o risco de quedas. Analgésicos, antidepressivos e sedativos são os mais preocupantes.
Tudo bem que as doenças de base para as quais esses medicamentos são receitados já trazem em si a possibilidade de quedas, mas os pesquisadores salientaram que, com relação às quedas em específico, essas drogas só pioram o cenário. E foram analisados dados de 7 milhões de suecos com mais de 65 anos de idade, tendo sido identificados mais de 60 mil casos de quedas que resultaram em hospitalização.
Após os devidos ajustes para o número de medicações em uso, algumas tendências curiosas surgiram: homens e mulheres em uso de analgésicos opioides e homens em uso de antidepressivos apresentam duas vezes mais possibilidade de sofrerem quedas quando comparados a pessoas da mesma idade que não estavam utilizando estes medicamentos. Mulheres em uso de antidepressivos apresentam um risco de queda 75% maior.
Os estrogênios e a maioria dos remédios anti-hipertensivos não afetaram o risco de quedas – na verdade, estas medicações até apresentaram um efeito protetor. A única exceção coube aos diuréticos quando empregados em altas doses.
O estudo não foi capaz de provar que as medicações eram a causa direta das quedas. Entretanto, atentar para a existência deste risco deve fazer parte da prescrição, e sintomas como vertigem, tontura, comprometimento psicomotor, fraqueza muscular e alterações cognitivas devem levantar bandeiras de alarme.
Em alguns casos, os riscos não compensam os benefícios, e as medicações deveriam ser modificadas ou suspensas.
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/saudeparatodos
Um dos mantras da medicina diz “Primeiro, não causar dano”. Também dizem que devemos “consolar sempre, aliviar quando possível, curar às vezes”. Infelizmente, o empenho em fazer valer esses dogmas pode resultar em iatrogenias, e as consequências do tratamento podem sair tão caras quanto a doença em si.
Um bom exemplo disso foi uma pesquisa European Journal of Public Health em julho/2014: Metade dos 20 medicamentos mais comumente receitados para pessoas idosas aumentam o risco de quedas. Analgésicos, antidepressivos e sedativos são os mais preocupantes.
Tudo bem que as doenças de base para as quais esses medicamentos são receitados já trazem em si a possibilidade de quedas, mas os pesquisadores salientaram que, com relação às quedas em específico, essas drogas só pioram o cenário. E foram analisados dados de 7 milhões de suecos com mais de 65 anos de idade, tendo sido identificados mais de 60 mil casos de quedas que resultaram em hospitalização.
Após os devidos ajustes para o número de medicações em uso, algumas tendências curiosas surgiram: homens e mulheres em uso de analgésicos opioides e homens em uso de antidepressivos apresentam duas vezes mais possibilidade de sofrerem quedas quando comparados a pessoas da mesma idade que não estavam utilizando estes medicamentos. Mulheres em uso de antidepressivos apresentam um risco de queda 75% maior.
Os estrogênios e a maioria dos remédios anti-hipertensivos não afetaram o risco de quedas – na verdade, estas medicações até apresentaram um efeito protetor. A única exceção coube aos diuréticos quando empregados em altas doses.
O estudo não foi capaz de provar que as medicações eram a causa direta das quedas. Entretanto, atentar para a existência deste risco deve fazer parte da prescrição, e sintomas como vertigem, tontura, comprometimento psicomotor, fraqueza muscular e alterações cognitivas devem levantar bandeiras de alarme.
Em alguns casos, os riscos não compensam os benefícios, e as medicações deveriam ser modificadas ou suspensas.
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