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10 dezembro 2014

Deficiência de Vitamina D está associada a Esquizofrenia

© Dr. Alessandro Loiola
 
 

Uma pesquisa publicada online em julho de 2014 no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism mostrou que a deficiência de vitamina D está ligada ao aumento do risco para esquizofrenia.  
 
A revisão de 19 estudos científicos, totalizando mais de 2800 participantes, mostrou que aqueles com deficiência de vitamina D apresentavam uma chance duas vezes maior de serem diagnosticados com esquizofrenia em comparação às pessoas sem deficiência. Além disso, 65% dos pacientes sabidamente portadores de esquizofrenia também apresentavam baixos níveis de vitamina D no organismo. 
 
A deficiência de vitamina D é um problema relativamente prevalente no mundo todo e está associada a várias consequências deletérias. Por exemplo: pesquisas mostram que esta hipovitaminose está intimamente associada à depressão e outros transtornos psiquiátricos. E é assustador quando pensamos nesse dado associado às estatísticas que apontam que 30% das pessoas (adultos e crianças) apresentam deficiência – e outros 30% apresentam níveis insuficientes da vitamina no organismo. 
 
A Sociedade Americana de Endocrinologia recomenda a suplementação de vitamina D nas seguintes doses:
  • Crianças com mais de 1 ano de idade: 600 a 1000 unidades por dia.
  • Adultos dentro do peso ideal: 800 a 2000 unidades por dia. 
  • Obesos e pessoas com sobrepeso: 2 a 3 vezes a dose recomendada para adultos dentro do peso.
Ainda não existem especificações desse tipo para gestantes e crianças com idade inferior a 1 ano. Contudo, muitos especialistas concordam que, no caso das gestantes, seria prudente recomendar a suplementação com 2000 a 4000 unidades de vitamina D diariamente, além de estimular o consumo de outras fontes dietéticas ricas em vitamina D, como leite, e o uso das vitaminas habituais do pré-natal.
 

27 setembro 2014

Deficiência de Vitamina D está associada a Esquizofrenia

© Dr. Alessandro Loiola


Uma pesquisa publicada online em julho de 2014 no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism mostrou que a deficiência de vitamina D está ligada ao aumento do risco para esquizofrenia.

A revisão de 19 estudos científicos, totalizando mais de 2800 participantes, mostrou que aqueles com deficiência de vitamina D apresentavam uma chance duas vezes maior de serem diagnosticados com esquizofrenia em comparação às pessoas sem deficiência. Além disso, 65% dos pacientes sabidamente portadores de esquizofrenia também apresentavam baixos níveis de vitamina D no organismo.

A deficiência de vitamina D é um problema relativamente prevalente no mundo todo, e está associada a várias consequências deletérias. Por exemplo: pesquisas mostram que esta hipovitaminose está intimamente associada à depressão e outros transtornos psiquiátricos. E é assustador quando pensamos nesse dado associado às estatísticas que apontam que 30% das pessoas (adultos e crianças) apresentam deficiência – e outros 30% apresentam níveis insuficientes da vitamina no organismo.

A Sociedade Americana de Endocrinologia recomenda a suplementação de vitamina D nas seguintes doses:
- crianças com mais de 1 ano de idade: 600 a 1000 unidades por dia.
- adultos dentro do peso ideal: 800 a 2000 unidades por dia.
- obesos e pessoas com sobrepeso: 2 a 3 vezes a dose recomendada para adultos dentro do peso.

Ainda não existem especificações desse tipo para gestantes e crianças com idade inferior a 1 ano. Contudo, muitos especialistas concordam que, no caso das gestantes, seria prudente recomendar a suplementação com 2000 a 4000 unidades de vitamina D diariamente, além de estimular o consumo de outras fontes dietéticas ricas em vitamina D, como leite, e o uso das vitaminas habituais do pré-natal.

23 setembro 2014

Adolescentes, Maconha e Psicose

© Dr. Alessandro Loiola

A disponibilidade da maconha vem crescendo a cada dia: apenas nos EUA, mais de 24 estados permitem seu uso medicinal e 2 (Colorado e Washington) já descriminalizaram o uso pessoal - e esta tendência vem aumentando no mundo todo. Com estas mudanças, algumas preocupações de saúde pública também surgiram, especialmente aquelas relacionadas aos efeitos neurocognitivos e neuropsiquiátricos da maconha sobre os jovens.

Um estudo publicado em agosto de 2010 na revista Drug and Alcohol Dependence avaliou o impacto da maconha no desempenho escolar de 6000 adolescentes na Austrália e na Ásia. Os pesquisadores descobriram que os usuários de maconha apresentavam um risco até 5 vezes maior de largar a escola até os 15 anos de idade quando comparados aos não-usuários.

Além de uma geração com péssimo rendimento escolar, o uso em larga escala da maconha pode levar a uma outra epidemia. Podemos estar observando o nascimento de uma geração de psicóticos.

O uso pesado de maconha entre os 15 e 17 anos, um período crítico para o desenvolvimento cerebral, pode resultar em crises precoces de psicose em pessoas com fatores de risco para transtornos mentais.

Dados preliminares do projeto ACES II (Allied Cohort on the Early course of Schizophrenia) mostrou que jovens nesta faixa etária que utilizaram maconha apresentaram seu primeiro surto de psicose em média 4 anos antes em relação às contrapartes sem história de uso do entorpecente. Quanto mais cedo ocorre a primeira crise, piores o prognóstico, a severidade dos sintomas e a intensidade da incapacitação funcional.

Aproximadamente 4% da população mundial usa maconha. O uso é mais prevalente entre homens adultos jovens, solteiros ou divorciados, e brancos. De 1990 a 2006, houve um incremento de 10% no consumo mundial de cannabis.