12 junho 2018

VOCÊ DEFENDE O ESTUPRO DO ABORTO?

No ônibus do "Eu defendo o aborto em caso de estupro!", 99,7% dos assentos femininos estão ocupados por mulheres que desejam a proteção legal de abortar sem terem sido estupradas (http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/abreasons.html)

Como em uma demonstração de pura neurolinguística, a palavra "estupro" aparece na frase apenas para construir comoção, induzindo o ouvinte a considerar automaticamente um "monstro" qualquer pesssoa que seja contra o aborto em qualquer situação.

"Ah, então você acha certo que, além de ter sido estuprada, a pobre mulher ainda carregue por 9 meses o produto dessa violência no ventre??".

Não, absolutamente não acho correto uma mulher ser estuprada. Mas, como dito acima e corroborado por inúmeras estatísticas em países onde o aborto é pemitido, na esmagadora maioria dos casos, as usuárias do procedimento não foram vítimas de estupro. Foram vítimas da própria burrice - e agora querem eliminar os vestígios disso.

Entenda:

Existe pílula do dia seguinte. Por burrice, não usam.

Existem pílulas diárias nas mais variadas doses e configurações. Por burrice, não usam. Ou usam errado (100% das mulheres que engravidam tomando pílula acham que fazem parte dos 0,3% de falha sob uso perfeito do método).

Existem cremes espermicidas. Por burrice, não usam.

Existem preservativos masculinos. Por burrice, não usam.

Existem métodos de barreira femininos. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais injetáveis mensais. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais injetáveis trimestrais. Por burrice, não usam.

Existem contraceptivos hormonais implantáveis. Por burrice, não usam.

Existem dispositivos intrauterinos. Por burrice, não usam.

Então fazem sexo desprotegido e, por burrice, acham que nada irá acontecer.

Quando engravidam, querem um aborto. Mas agora esta é uma "decisão soberana e INTELIGENTE". Um verdadeiro milagre da gênese da cognição espontânea.

Não se deseja legalizar o aborto exatamente para corrigir uma violência com outra. Deseja-se legalizar o aborto porque este é apenas mais um estágio de um longo raciocínio baseado em burrices sequenciais de pessoas que poderiam ter sido abortadas, mas foram abençoadas por suas mães com a bondade de não sê-lo.

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